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Authors
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Abstract(s)
As doenças orais constituem um dos maiores problemas de saúde pública, sendo que a maloclusão é um dos mais prevalentes da atualidade.
Objetivos: avaliar a prevalência de maloclusão relacionando-a com o sexo e a idade e identificar o tipo de maloclusão mais frequente.
Materiais e métodos: a amostra foi constituída por 273 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, de ambos os sexos. Os dados foram recolhidos através de um exame clínico com recurso apenas a luvas e máscaras, em ambiente de sala de aula, nas sete escolas do concelho do Barreiro.
Resultados: observámos maioritariamente rapazes (57,0%) com cinco anos de idade (40,0%). O arco de Baume tipo I foi o mais prevalente (52,7%), assim como a presença de espaços primatas e de diastemas em ambos os sexos e arcadas. A presença de apinhamento foi baixa na arcada superior e inferior (10,3%/ 31,5%). O degrau vertical (63,7%/ 63,0%) e a classe I canina (59,7%/ 60,1%) foram as relações mais prevalentes à direita e esquerda respetivamente. Observou-se sobremordida aumentada em 85,7% das crianças e sobressaliência aumentada em 81,0%. A mordida topo a topo anterior foi a mais prevalente (76,6%). Apenas 4,8% das crianças apresentaram o hábito de sucção digital e 19,4% revelaram usar chupeta. A presença de cáries foi observada em 17,9% dos inquiridos. Relativamente à maloclusão, esta foi prevalente em 79,5% das crianças, sendo a maioria raparigas (85,5%) e apresentando três anos de idade (84,7%).
Conclusão: A prevalência de maloclusão encontrada foi de 79,5% e apresentou associação com o género, tendo sido o sexo feminino o mais afetado. Este valor mostra um aumento de maloclusão na dentição decídua comparativamente com outras regiões do país e do mundo.
Description
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Keywords
Dentição decídua Maloclusão Hábitos orais deletérios Prevalência
