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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Oral cancer is a major public health issue, due to its growing incidence worldwide. It mainly comprises cancers of the lip and oral cavity and oropharyngeal cancer, which are among the most frequent forms of head and neck cancer. Most of these pathologies are diagnosed at an advanced stage, which considerably reduces patients' chances of survival.
Late diagnosis is often due to a lack of early symptoms and awareness. The main risk factors are well established: tobacco and alcohol consumption, risky sexual behavior, exposure to HPV (particularly subtype 16), poor oral hygiene, unbalanced diet, exposure to certain carcinogenic substances such as areca nuts or mate, and socio-economic determinants playing a crucial role in access to screening and care.
The aim of this work is to study the epidemiological evolution of oral cancer in Portugal over a twelve-year period, between 2010 and 2022. The analysis is based on data from official databases such as GLOBOCAN and ECIS. Indicators assessed include incidence (number of new cases), prevalence (total number of existing cases) and mortality (number of deaths due to cancer).
To enrich this assessment, a comparison was made with France, as well as with data from other regions of the world, such as Europe as a whole, the United States and Asia. This comparative approach enables us to better understand national specificities and identify factors influencing geographical variations in the burden of oral cancer.
Comparisons show a more serious situation in France than in Portugal, an improvement in the United States, and high rates in Asia, underlining the importance of preventive approaches tailored to each region.
O cancro oral é um importante problema de saúde pública, devido à sua crescente incidência em todo o mundo. Inclui principalmente os cancros dos lábios e da cavidade oral e também o cancro da orofaringe, que se encontram entre as formas mais comuns de cancro da cabeça e do pescoço. A maioria destes cancros é diagnosticada numa fase avançada, o que reduz consideravelmente as hipóteses de sobrevivência dos doentes. O diagnóstico tardio deve-se frequentemente à ausência de sintomas precoces e à falta de sensibilização. Os principais factores de risco estão bem estabelecidos: o consumo de tabaco e de álcool, os comportamentos sexuais de risco, a exposição ao HPV (nomeadamente ao subtipo 16), uma higiene oral deficiente, uma alimentação desequilibrada, a exposição a certas substâncias cancerígenas, como a noz de areca ou o mate, e determinantes socioeconómicos que desempenham um papel crucial no acesso ao rastreio e aos cuidados. O objetivo desta tese é estudar a evolução epidemiológica do cancro oral em Portugal ao longo de um período de doze anos, entre 2010 e 2022. A análise baseia-se em dados provenientes de bases de dados oficiais como o GLOBOCAN e o ECIS. Os indicadores avaliados incluem a incidência (número de novos casos), a prevalência (número total de casos existentes) e a mortalidade (número de óbitos por cancro). Para enriquecer esta avaliação, é efetuada uma comparação com os dados de Franca, bem como com os dados de outras regiões do mundo, como a Europa no seu conjunto, os Estados Unidos e a Ásia. Esta abordagem comparativa permite uma melhor compreensão das especificidades nacionais e identifica os factores que influenciam as variações geográficas no peso do cancro oral. A comparação mostra uma situação mais grave em França do que em Portugal, uma melhoria nos Estados Unidos e taxas elevadas na Ásia, sublinhando a importância de abordagens preventivas adaptadas a cada região.
Le cancer oral constitue un enjeu de santé publique important, en raison de son incidence croissante à l’échelle mondiale. Il regroupe principalement les cancers de la cavité buccale et de l’oropharynx, qui figurent parmi les formes les plus fréquentes des cancers de la tête et du cou. Ces pathologies sont majoritairement diagnostiquées à un stade avancé, ce qui réduit considérablement les chances de survie des patients. Le diagnostic tardif s’explique souvent par une absence de symptômes précoces et un manque desensibilisation. Les principaux facteurs de risque sont bien établis : consommation de tabac et d’alcool,comportements sexuels à risque, exposition au HPV (en particulier le sous-type 16), mauvaise hygiène bucco-dentaire, alimentation déséquilibrée, exposition à certaines substances cancérigènes comme les noix d’arec ou le maté, et enfin des déterminants socio-économiques jouant un rôle crucial dans l’accès au dépistage et aux soins. Cette thèse a pour objectif d’étudier l’évolution épidémiologique du cancer oral au Portugal sur une période de douze ans, entre 2010 et 2022. L’analyse s’appuie sur les données des bases de données officielles telles que GLOBOCAN et ECIS. Les indicateurs évalués comprennent l’incidence (nombre de nouveaux cas), la prévalence (nombre total de cas existants) et la mortalité (nombre de décès dus au cancer). Afin d’enrichir cette évaluation, une comparaison réalisée avec les données françaises, ainsi qu’avec celles d’autres régions du monde telles que l’Europe dans son ensemble, les États-Unis et l’Asie. Cette approche comparative permet de mieux comprendre les spécificités nationales et d’identifier les facteurs influençant les variations géographiques du fardeau du cancer oral. La comparaison montre une situation plus grave en France qu’au Portugal, une amélioration aux États-Unis, et des taux élevés en Asie, soulignant l’importance d’approches préventives adaptées à chaque région.
O cancro oral é um importante problema de saúde pública, devido à sua crescente incidência em todo o mundo. Inclui principalmente os cancros dos lábios e da cavidade oral e também o cancro da orofaringe, que se encontram entre as formas mais comuns de cancro da cabeça e do pescoço. A maioria destes cancros é diagnosticada numa fase avançada, o que reduz consideravelmente as hipóteses de sobrevivência dos doentes. O diagnóstico tardio deve-se frequentemente à ausência de sintomas precoces e à falta de sensibilização. Os principais factores de risco estão bem estabelecidos: o consumo de tabaco e de álcool, os comportamentos sexuais de risco, a exposição ao HPV (nomeadamente ao subtipo 16), uma higiene oral deficiente, uma alimentação desequilibrada, a exposição a certas substâncias cancerígenas, como a noz de areca ou o mate, e determinantes socioeconómicos que desempenham um papel crucial no acesso ao rastreio e aos cuidados. O objetivo desta tese é estudar a evolução epidemiológica do cancro oral em Portugal ao longo de um período de doze anos, entre 2010 e 2022. A análise baseia-se em dados provenientes de bases de dados oficiais como o GLOBOCAN e o ECIS. Os indicadores avaliados incluem a incidência (número de novos casos), a prevalência (número total de casos existentes) e a mortalidade (número de óbitos por cancro). Para enriquecer esta avaliação, é efetuada uma comparação com os dados de Franca, bem como com os dados de outras regiões do mundo, como a Europa no seu conjunto, os Estados Unidos e a Ásia. Esta abordagem comparativa permite uma melhor compreensão das especificidades nacionais e identifica os factores que influenciam as variações geográficas no peso do cancro oral. A comparação mostra uma situação mais grave em França do que em Portugal, uma melhoria nos Estados Unidos e taxas elevadas na Ásia, sublinhando a importância de abordagens preventivas adaptadas a cada região.
Le cancer oral constitue un enjeu de santé publique important, en raison de son incidence croissante à l’échelle mondiale. Il regroupe principalement les cancers de la cavité buccale et de l’oropharynx, qui figurent parmi les formes les plus fréquentes des cancers de la tête et du cou. Ces pathologies sont majoritairement diagnostiquées à un stade avancé, ce qui réduit considérablement les chances de survie des patients. Le diagnostic tardif s’explique souvent par une absence de symptômes précoces et un manque desensibilisation. Les principaux facteurs de risque sont bien établis : consommation de tabac et d’alcool,comportements sexuels à risque, exposition au HPV (en particulier le sous-type 16), mauvaise hygiène bucco-dentaire, alimentation déséquilibrée, exposition à certaines substances cancérigènes comme les noix d’arec ou le maté, et enfin des déterminants socio-économiques jouant un rôle crucial dans l’accès au dépistage et aux soins. Cette thèse a pour objectif d’étudier l’évolution épidémiologique du cancer oral au Portugal sur une période de douze ans, entre 2010 et 2022. L’analyse s’appuie sur les données des bases de données officielles telles que GLOBOCAN et ECIS. Les indicateurs évalués comprennent l’incidence (nombre de nouveaux cas), la prévalence (nombre total de cas existants) et la mortalité (nombre de décès dus au cancer). Afin d’enrichir cette évaluation, une comparaison réalisée avec les données françaises, ainsi qu’avec celles d’autres régions du monde telles que l’Europe dans son ensemble, les États-Unis et l’Asie. Cette approche comparative permet de mieux comprendre les spécificités nationales et d’identifier les facteurs influençant les variations géographiques du fardeau du cancer oral. La comparaison montre une situation plus grave en France qu’au Portugal, une amélioration aux États-Unis, et des taux élevés en Asie, soulignant l’importance d’approches préventives adaptées à chaque région.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
Oral cancer Incidence Prevalence Mortality
