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Avaliação comparativa da descoloração dos biocerâmicos de primeira, segunda e terceira geração : uma revisão sistemática

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Abstract(s)

Objetivo: Responder à pergunta problemática baseada na nomenclatura PICO: em dentes naturais humanas (P), diversos tratamentos efectuados com biocerâmicos de 1ª (I) comparado a descoloração com os biocerâmicos de 2ª e 3ª geração (C), resulta numa descoloração menos significativa (O). Materiais e Métodos: Os 25 artigos selecionados para revisão sistemática restringiram-se ao período entre 2015 e 2024 em bases de dados universais. Através da meta-análise, avaliou-se o declive e variação dos ΔE relativamente ao tempo, geração de biocerâmicos e biocerâmico e solução de incubação através de um modelo de mínimos quadrados ponderados (WLS). Essas regressões foram ponderadas pelo inverso do quadrado do erro padrão quadrado (1/SE²). Resultados: Foram incluídos 25 estudos na revisão sistemática e 20 na meta-análise tendo em conta os critérios de inclusão, exclusão. Os biocerâmicos de primeira geração apresentaram a maior taxa de descoloração (estimativa = 0.0236; p < 0.0001), correspondendo a um aumento de 84% relativamente ao grupo controlo. A segunda geração baseada em MTA demonstrou um comportamento semelhante com aumento de 83% em relação ao grupo controlo (estimativa = 0.0234; p = 0.0003). A 2ª geração tipo Biodentine apresentou uma descoloração aumentada de 61% (estimativa = 0.0206; p < 0.0001). Por fim, os biocerâmicos de terceira geração evidenciaram uma tendência estatisticamente não significativa (estimativa = 0.0097; p < 0.0929) mais próximo do grupo controlo (estimativa = 0.0128; p = 0.0002). Conclusão: O conjunto de inovações com biocerâmicos de segunda e terceira geração e modificações dos biocerâmicos nomeadamente em termo de composição, aditivos permite de ter resultados promissores para o seu uso clínico em zonas anteriores ou de elevada exigência estética. Alta heterogeneidade (I² > 90%) sugere influência de variáveis não controladas. Resultados para a 3ª geração precisam de mais estudos (p-valor marginal).
Objective: To answer the research question based on the PICO nomenclature: in natural human teeth (P), various treatments performed with 1st generation bioceramics (I) compared to discolouration with 2nd and 3rd generation bioceramics (C) results in less significant discolouration (O). Materials and Methods: The 25 articles selected for systematic review were restricted to the period between 2015 and 2024 in universal databases. Through meta-analysis, the slope and variation of ΔE relative to time, bioceramic generation, and bioceramic and incubation solution were analysed using a weighted least squares (WLS) model. These regressions were weighted by the inverse of the standard error squared (1/SE²). Results: 25 studies were included in the systematic review and 20 in the meta-analysis, taking into account the inclusion and exclusion criteria. First-generation bioceramics had the highest discolouration rate (estimate = 0.0236; p < 0.0001), an 84% increase compared to the control group. The second generation based on MTA showed similar behaviour with an 83% increase compared to the control group (estimate = 0.0234; p = 0.0003). The second generation Biodentine type showed an increased discolouration of 61% (estimate = 0.0206; p < 0.0001). Finally, the third-generation bioceramics showed a statistically insignificant trend (estimate = 0.0097; p < 0.0929) closer to the control group (estimate = 0.0128; p = 0.0002). Conclusion: The set of innovations with second- and third-generation bioceramics and modifications to bioceramics, particularly in terms of composition and additives, offers promising results for clinical use in anterior areas or areas with high aesthetic demands. High heterogeneity (I² > 90%) suggests the influence of uncontrolled variables. Results for the third generation require further study (marginal p-value).
Objectif : Répondre à la question fondée sur la nomenclature PICO : sur des dents humaines naturelles (P), les traitements réalisés avec des biocéramiques de première génération (I), comparés à ceux utilisant des biocéramiques de deuxième et troisième générations (C), entraînent-ils une décoloration moindre (O). Matériels et Méthodes : Vingt-cinq articles publiés entre 2015 et 2024 ont été sélectionnés pour la revue systématique, à partir de bases de données internationales. Une méta-analyse a été réalisée afin d’évaluer les variations de ΔE en fonction du temps, de la génération de biocéramique et du milieu d’incubation, à l’aide d’un modèle de moindres carrés pondérés (WLS), pondéré par l’inverse de l’erreur-type au carré (1/SE²). Résultats : Vingt-cinq études ont été incluses dans la revue systématique et vingt dans la méta-analyse. Les biocéramiques de première génération ont montré le taux de décoloration le plus élevé (estimation = 0,0236 ; p < 0,0001), soit 84 % de plus que le groupe témoin. La deuxième génération à base de MTA a présenté un comportement similaire (estimation = 0,0234 ; p = 0,0003 ; 83 % > contrôle). La deuxième génération de type Biodentine a montré une décoloration accrue de 61 % (estimation = 0,0206 ; p < 0,0001). Les biocéramiques de troisième génération ont révélé une tendance non significative (estimation = 0,0097 ; p = 0,0929), plus proche du groupe témoin (estimation =0,0128 ; p = 0,0002). Conclusion : Les biocéramiques de deuxième et de troisième génération, modifiés en terme de composition, additifs présentent un meilleur profil esthétique, adapté à un usage antérieur. Toutefois, l’hétérogénéité élevée (I² > 90 %) suggère une influence de variables non contrôlées. Des recherches supplémentaires sont nécessaires pour confirmer la performance des matériaux de troisième génération.

Description

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz

Keywords

Biocerâmicos em endodontia Descoloração dentária Materiais à base de silicato de cálcio

Pedagogical Context

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