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Orientador(es)
Resumo(s)
Aim: The aim of this study was to compare the ROBINS-E (Risk of Bias in Non-Randomised Studies of Exposures) and Newcastle–Ottawa Scale (NOS) tools in assessing risk of bias in observational studies, analysing the differences in the classifications obtained and their implication in the interpretation of methodological quality.
Methods: 50 observational studies published between January 2023 and January 2024 were selected from scientific databases such as PubMed/Medline, Scopus, and EMBASE. The results were compared with each other and, for each study, the impact factor, journal quartile, estimated sample size and adherence to STROBE guidelines were recorded.
Results: A significant discrepancy was observed between the classifications obtained by the two tools. ROBINS-E classified a greater number of studies as High Risk (30%) than NOS (2%). Of the studies classified as Low Risk by NOS, 21,1% maintained their classification in ROBINS-E, 57,9% were downgraded to Some Concerns, and 21,1% were downgraded to High Risk. Of the studies classified as Moderate by NOS, none were classified as Low Risk by ROBINS-E, 46,7% remained as Some Concerns, 36,7% were downgraded to High Risk and 16,7% were downgraded to Very High Risk. The only study classified as High Risk by NOS was downgraded to Very High Risk.
Conclusions: These results show that, although both tools share the same objective, they differ in their approach and depth of analysis. NOS proved to be practical and useful for an initial assessment, providing a comprehensive and objective overview of the quality of the studies, while ROBINS-E proved to be more rigorous and capable of identifying methodological flaws.
The percentage of studies that were downgraded when assessed by ROBINS-E was notable, compared to the more favourable ratings assigned by NOS. This result highlights the greater sensitivity and rigour of ROBINS-E.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar as ferramentas ROBINS-E (Risk of Bias in Non-Randomized Studies of Exposures) e Newcastle–Ottawa Scale (NOS) na avaliação do risco de viés em estudos observacionais, analisando as diferenças nas classificações obtidas e a sua implicação na interpretação da qualidade metodológica. Métodos: Foram selecionados 50 estudos observacionais publicados entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, através de base de dados científicas, tais como PubMed/Medline, Scopus e EMBASE. Os resultados foram comparados entre si e, para cada estudo, foram registados o fator de impacto, o Quartil da revista, a estimativa do tamanho amostral e a adesão às diretrizes STROBE. Resultados: Observou-se uma discrepância significativa entre as classificações obtidas entre as duas ferramentas. O ROBINS- E classificou um maior número de estudos como High Risk (30%) do que a NOS (2%). Dos estudos classificados como Low Risk pela NOS, 21,1% mantiveram a classificação no ROBINS-E, 57,9% sofreram downgrade para Some Concerns e 21,1% sofreram downgrade para High Risk. Dos estudos classificados como Moderate pela NOS, nenhum foi classificado como Low Risk pelo ROBINS-E, 46,7% permaneceram como Some Concerns, 36,7% sofreram downgrade para High Risk e 16,7% sofreram downgrade para Very High Risk. O único estudo classificado como High Risk pela NOS, sofreu downgrade para Very High Risk pelo ROBINS- E. Conclusões: Com estes resultados conclui-se que, embora ambas as ferramentas partilhem o mesmo objetivo, diferem na abordagem e profundidade de análise. A NOS mostrou-se prática e útil para uma avaliação inicial, permitindo uma visão global e objetiva da qualidade dos estudos, enquanto o ROBINS-E revelou maior rigor e capacidade de identificar falhas metodológicas. Foi notória a percentagem de estudos que sofreram downgrade quando avaliados pelo ROBINS-E em comparação com as classificações mais favoráveis atribuídas pela NOS. Este resultado evidencia a maior sensibilidade e o caráter mais rigoroso do ROBINS-E.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar as ferramentas ROBINS-E (Risk of Bias in Non-Randomized Studies of Exposures) e Newcastle–Ottawa Scale (NOS) na avaliação do risco de viés em estudos observacionais, analisando as diferenças nas classificações obtidas e a sua implicação na interpretação da qualidade metodológica. Métodos: Foram selecionados 50 estudos observacionais publicados entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, através de base de dados científicas, tais como PubMed/Medline, Scopus e EMBASE. Os resultados foram comparados entre si e, para cada estudo, foram registados o fator de impacto, o Quartil da revista, a estimativa do tamanho amostral e a adesão às diretrizes STROBE. Resultados: Observou-se uma discrepância significativa entre as classificações obtidas entre as duas ferramentas. O ROBINS- E classificou um maior número de estudos como High Risk (30%) do que a NOS (2%). Dos estudos classificados como Low Risk pela NOS, 21,1% mantiveram a classificação no ROBINS-E, 57,9% sofreram downgrade para Some Concerns e 21,1% sofreram downgrade para High Risk. Dos estudos classificados como Moderate pela NOS, nenhum foi classificado como Low Risk pelo ROBINS-E, 46,7% permaneceram como Some Concerns, 36,7% sofreram downgrade para High Risk e 16,7% sofreram downgrade para Very High Risk. O único estudo classificado como High Risk pela NOS, sofreu downgrade para Very High Risk pelo ROBINS- E. Conclusões: Com estes resultados conclui-se que, embora ambas as ferramentas partilhem o mesmo objetivo, diferem na abordagem e profundidade de análise. A NOS mostrou-se prática e útil para uma avaliação inicial, permitindo uma visão global e objetiva da qualidade dos estudos, enquanto o ROBINS-E revelou maior rigor e capacidade de identificar falhas metodológicas. Foi notória a percentagem de estudos que sofreram downgrade quando avaliados pelo ROBINS-E em comparação com as classificações mais favoráveis atribuídas pela NOS. Este resultado evidencia a maior sensibilidade e o caráter mais rigoroso do ROBINS-E.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
ROBINS-E Newcastle-Ottawa Scale e Bias
