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Orientador(es)
Resumo(s)
A leitura não é um processo natural e instintivo como a fala, mas antes algo que tem que ser adquirido e ensinado. Na sala de aula, a leitura é uma atividade dominante e essencial para o sucesso académico.
Os alunos com dislexia, naturalmente privados das condições fisiológicas que lhes permitam o acesso à consciência fonológica essencial para a descodificação de mensagens escritas, verão todo o processo de escolarização tornar-se mais moroso e difícil uma vez que os seus cérebros terão que efetuar circuitos complexos para procederem à descodificação dos signos linguísticos e subsequente compreensão da mensagem escrita – o que para alunos sem dificuldades de leitura é bem mais fácil, pois seguem diretamente o percurso: emissão da mensagem → descodificação → compreensão.
Também é certo que, frequentemente, a debilidade fonológica mascara excelentes capacidades de compreensão, tal como é mal compreendida por quem rodeia o disléxico, o que conduz à diminuição de autoestima por sensação de incapacidade de atingir as metas a que outros, no mesmo nível de ensino, chegam facilmente.
O presente trabalho, que se desenvolverá segundo um plano de investigação qualitativa, visa, através de um conjunto de estratégias e metodologias, especificamente adequadas, aumentar a compreensão leitora de um aluno do 9º ano de escolaridade com dislexia de desenvolvimento. Serão também implicados neste projeto os seus pais e professores no sentido de o apoiarem afetiva e cognitivamente e de lhe proporcionarem, efetivamente, as adequações necessárias no processo de ensino-aprendizagem previstas na lei, nomeadamente, no Decreto-Lei nº3/2008, de 7 de janeiro.
Descrição
Palavras-chave
Dislexia Ensino da Leitura Ensino da Escrita Ensino Básico 3º Ciclo Compreensão da Leitura
