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Promoção da atividade física na comunidade pelos fisioterapeutas portugueses em pessoas com dor músculo-esquelética não específica

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Abstract(s)

Enquadramento: Mundialmente, as condições músculo-esqueléticas (ME) representam uma das principais causas de incapacidade. Destaca-se a dor ME não específica, onde a atividade física (AF) desempenha um papel fundamental na prevenção e tratamento. Neste contexto, os fisioterapeutas assumem um papel essencial enquanto promotores da AF, não apenas no contexto clínico, mas também comunitário. Apesar de reconhecida a sua importância, a promoção de AF na comunidade é ainda limitada. Objetivo: Caracterizar as práticas de promoção de AF na comunidade pelos fisioterapeutas em pessoas com dor ME não específica, bem como identificar as barreiras que surgem nesse processo. Secundariamente, pretendeu-se identificar os fatores associados a essas práticas de forma a traçar o perfil dos fisioterapeutas que promovem AF na comunidade. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, transversal, conduzido online, através de um questionário dirigido aos fisioterapeutas portugueses. Recolheram-se dados sociodemográficos, informações sobre a prática atual dos fisioterapeutas e barreiras à promoção de AF na comunidade. A análise incluiu estatística descritiva e inferencial, onde foi testada a associação dos dados sociodemográficos e da prática atual dos fisioterapeutas, com indicadores de promoção de AF na comunidade. Resultados: Participaram no estudo 376 fisioterapeutas portugueses com prática clínica em condições ME. Verificou-se que 55,30 % dos fisioterapeutas abordam e discutem AF na comunidade e 37,80 % investigam oportunidades de AF na mesma. As principais barreiras identificadas foram, na maioria, externas ao fisioterapeuta. Fatores como menor número de utentes/hora, maior perceção do conhecimento das recomendações para a AF e participação prévia em formações de AF estiveram associados a maior promoção de AF. Conclusões: A promoção de AF na comunidade pelos fisioterapeutas portugueses em pessoas com dor ME é ainda reduzida e limitada por várias barreiras. Investigações futuras poderão comparar diferentes contextos clínicos, explorar o processo de referenciação para AF na comunidade e o respetivo impacto nos utentes.
Background: Worldwide, musculoskeletal (MSK) conditions are among the leading causes of disability. Non-specific MSK pain is particularly relevant, with physical activity (PA) playing a fundamental role in both prevention and treatment. In this context, physiotherapists hold a crucial role as promoters of PA, not only in clinical facilities, but also in the community. Despite its recognized importance, the promotion of PA in the community remains limited. Objective: Characterize the practices of PA promotion by physiotherapists in the community for patients with non-specific MSK pain, as well as identify the barriers encountered in the process. Secondarily, the aim was to identify the factors associated with these practices in order to outline the profile of physiotherapists who promote physical activity in the community. Methodology: A cross-sectional observational study was conducted online, using a questionnaire directed to Portuguese physiotherapists. Sociodemographic data, information on current professional practice, and barriers to PA promotion in the community were collected. Descriptive and inferential statistics were used to analyze the association between sociodemographic and physiotherapists’ current practice with indicators of PA promotion in the community. Results: A total of 376 Portuguese physiotherapists with clinical practice in musculoskeletal conditions participated in the study. It was found that 55,3 % of physiotherapists address and discuss PA in the community, and 37.8% investigate local opportunities for PA. The main identified barriers were mostly external to the physiotherapist. Factors such as a lower number of patients per hour, greater awareness of PA recommendations, and previous training in PA were associated with greater community-based PA promotion. Conclusions: The promotion of physical activity in the community by Portuguese physiotherapists among people with musculoskeletal pain is still limited and constrained by several barriers. Future research could compare different clinical contexts, explore the referral process for community-based physical activity, and examine its impact on service users.

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Dor músculo-esquelética não específica Fisioterapia Promoção de atividade física Comunidade Nonspecific Musculoskeletal Pain Physiotherapy Physical Activity Promotion Community

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