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Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal e
um dos principais responsáveis pela presença de disfagia. A ocorrência de pneumonia de
aspiração após afeções neurológicas como o acidente vascular cerebral é bastante comum, com
uma incidência de 6%-22% (Wilson, 2012), representando um considerável aumento dos custos
associados aos cuidados de saúde (DeLegge, 2002; Osborne et al., 2006; Wilson, 2012). A
literatura recomenda que se efetue a avaliação da disfagia nos utentes com AVC agudo,
previamente à administração de alimentação e/ou medicação, através de instrumentos
validados.
O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto da aplicação da escala Gugging
Swallowing Screen (eGUSS) na prevenção da pneumonia de aspiração, na pessoa com AVC
em fase aguda, numa Unidade AVC.
Metodologia: Estudo observacional retrospetivo, realizado com base em informação recolhida
em processos clínicos. Foram selecionadas duas amostras de conveniência: a primeira (G0)
num total de 106 utentes correspondendo a um período de seis meses prévios à aplicação da
eGUSS; a segunda amostra (G1) num total de 91 utentes, corresponde a um período de seis
meses após a aplicação da eGUSS. Definiram-se critérios de inclusão e exclusão. Os dados
foram analisados com o SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 25.0 para
Windows. Para garantir a sua confidencialidade, todos os dados foram codificados e
anonimizados de forma irreversível.
Resultados: Como principais resultados destaca-se a prevalência de disfagia de 39,2%, na
amostra G0, na qual foi aplicado o teste de triagem com administração de 2 a 10 ml de água e,
54,9% na amostra G1, na qual foi aplicada a eGUSS. Quanto à prevalência de pneumonia de
aspiração (PNA), os dados foram significativamente diferentes, obtendo-se 18% do total da
amostra G0, (45,23% dos utentes com disfagia) e 4,4% na amostra G1, (8% dos utentes com
disfagia). No que diz respeito à taxa de efetividade na prevenção da PNA, na amostra G0 foi de
54,76% versus 92% na amostra G1. Estes dados permitem concluir que a aplicação da eGUSS
e as recomendações associadas vieram modificar substancialmente o número de casos
diagnosticados com PNA, concluindo-se que a aplicação desta escala é de extrema relevância
no que diz respeito à gestão do risco clinico em utentes com AVC.
Descrição
Palavras-chave
Administração em enfermagem Gestão de riscos Segurança do paciente Afasia--avaliação Pneumonia aspirativa--prevenção & controlo
