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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Num mercado de trabalho marcado por elevada competitividade, mobilidade e transformação
tecnológica, a gestão estratégica do capital humano assume um papel determinante na
sustentabilidade organizacional. A crescente escassez de profissionais qualificados e a
diminuição da lealdade institucional exigem das organizações abordagens integradas que
reforcem a sua atratividade e capacidade de retenção. Neste enquadramento, o employer
branding emerge como uma ferramenta de gestão que articula marketing, cultura
organizacional e práticas de recursos humanos, configurando-se como um mecanismo
transversal de criação de valor para colaboradores e empregadores.
O presente estudo tem como objetivo analisar de forma sistemática os fundamentos teóricos
do employer branding e avaliar o seu impacto nos processos de atração e retenção de talento.
A investigação estrutura-se em duas partes complementares: a primeira consolida o
enquadramento conceptual e os principais modelos explicativos do employer brand,
identificando os fatores que influenciam a perceção da marca empregadora; a segunda
desenvolve uma análise crítica dos estudos empíricos e das práticas corporativas, salientando
o papel mediador da confiança, do desenvolvimento de carreira e da justiça organizacional.
Os resultados da análise demonstram que a autenticidade e a coerência entre a proposta de
valor do empregador (Employer Value Proposition – EVP) e a experiência real dos
colaboradores constituem fatores decisivos para o envolvimento, a satisfação e a permanência
no seio da organização. Conclui-se que o employer branding funciona como um sistema
integrado de gestão do ciclo de vida do colaborador, reforçando a identidade institucional, a
confiança organizacional e a vantagem competitiva sustentável das empresas.
