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A inteligência artificial e o policiamento preditivo: riscos, benefícios e desafios à atividade policial

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O presente estudo centrou-se na análise da utilização de sistemas de inteligência artificial no policiamento preditivo. Através da análise massiva de dados históricos relativos a um determinado padrão criminal, torna-se possível a delimitação de áreas geográficas de alto risco, onde um fenómeno criminal é mais provável de ocorrer, permitindo uma melhor alocação de recursos policiais. Contudo, vários dilemas éticos relacionados com a utilização destes sistemas, tornam a sua implementação desafiante. Para além da falta de transparência dos algoritmos, destaca-se, o risco de enviesamento de dados, que poderá condicionar a classificação de uma zona como alto risco, contribuindo para uma sensação discriminatória e de violação de privacidade por parte da população. Da análise de experiências internacionais de países como Holanda, Itália, França e Alemanha, verificou-se um benefício cauteloso. Perante a necessidade de regulamentação e definição de limites éticos, a União Europeia criou o Regulamento de Inteligência Artificial, que salienta a necessidade de supervisão humana e classificação do risco destes algoritmos. Assim, a utilização da inteligência artificial no policiamento preditivo poderá contribuir como inovação tecnológica nas forças de segurança, através da sua utilização como ferramenta de análise de dados altamente regulada, transparente e auditada, usada como mecanismo de suporte à atividade policial.
O presente estudo centrou-se na análise da utilização de sistemas de inteligência artificial no policiamento preditivo. Através da análise massiva de dados históricos relativos a um determinado padrão criminal, torna-se possível a delimitação de áreas geográficas de alto risco, onde um fenómeno criminal é mais provável de ocorrer, permitindo uma melhor alocação de recursos policiais. Contudo, vários dilemas éticos relacionados com a utilização destes sistemas, tornam a sua implementação desafiante. Para além da falta de transparência dos algoritmos, destaca-se, o risco de enviesamento de dados, que poderá condicionar a classificação de uma zona como alto risco, contribuindo para uma sensação discriminatória e de violação de privacidade por parte da população. Da análise de experiências internacionais de países como Holanda, Itália, França e Alemanha, verificou-se um benefício cauteloso. Perante a necessidade de regulamentação e definição de limites éticos, a União Europeia criou o Regulamento de Inteligência Artificial, que salienta a necessidade de supervisão humana e classificação do risco destes algoritmos. Assim, a utilização da inteligência artificial no policiamento preditivo poderá contribuir como inovação tecnológica nas forças de segurança, através da sua utilização como ferramenta de análise de dados altamente regulada, transparente e auditada, usada como mecanismo de suporte à atividade policial.

Descrição

Trabalho individual final do Curso de Comando e Direção Policial

Palavras-chave

inteligência artificial policiamento preditivo União Europeia regulamento de inteligência artificial

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