Publicação
Efeitos adversos da hidroxicloroquina em doentes COVID-19
| datacite.subject.fos | CiĂȘncias MĂ©dicas | pt_PT |
| dc.contributor.advisor | Matos, Cristiano | |
| dc.contributor.author | MarmĂ©, Maria InĂȘs da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2022-09-27T14:36:00Z | |
| dc.date.available | 2022-09-27T14:36:00Z | |
| dc.date.issued | 2022-09-15 | |
| dc.date.submitted | 2022-05-20 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A hidroxicloroquina Ă© um fĂĄrmaco antimalĂĄrico que pertence ao grupo 4-aminoquinolonas. Para alĂ©m destas propriedades, apresenta caracterĂsticas imunomoduladoras e anti-inflamatĂłrias. Os efeitos adversos mais comuns sĂŁo de cariz gastrointestinal e cardiovascular, neurotoxicidade e tambĂ©m retinopatia. Relativamente Ă s interaçÔes medicamentosas, a hidroxicloroquina interfere com vĂĄrios fĂĄrmacos, nomeadamente a digoxina, insulina, amiodarona, moxifloxacina, azitromicina, tamoxifeno e praziquantel. Em 2020, com o surgimento da pandemia COVID-19 os investigadores utilizaram medicamentos jĂĄ existentes com potencial para o tratamento de COVID-19, de entre os quais a hidroxicloroquina, que acabou por ser utilizada off-label. Dos ensaios clĂnicos conhecidos pode concluirse que a hidroxicloroquina apresenta muitos efeitos adversos que podem colocar em risco a saĂșde dos doentes infetados com SARS-CoV-2. Objetivos: O objetivo desta pesquisa foi descrever o perfil de efeitos adversos da hidroxicloroquina em pacientes com COVID-19 e caracterizar os riscos associados ao uso off-label da hidroxicloroquina. MĂ©todos: Foi conduzido um estudo observacional, retrospetivo e descritivo, cujo objetivo foi perceber os efeitos adversos da hidroxicloroquina em doentes COVID-19. Foi elaborada uma pesquisa de artigos cientĂficos em bases de dados como PubMedÂź (Medline) e Google ScholarÂź, tendo em conta os critĂ©rios de inclusĂŁo e exclusĂŁo. Os dados foram recolhidos da base de dados âEudravigilanceâ e, posteriormente, analisados atravĂ©s de estatĂstica descritiva, com auxĂlio do software R StudioÂź. Resultados: Os resultados apresentam informaçÔes acerca da fonte de notificação, sexo do paciente, reaçÔes adversas, casos off-label e a sua evolução, medicamentos avaliados no estudo e mortes avaliadas no perĂodo prĂ© e pĂłs-pandemia. Verifica-se que os profissionais de saĂșde sĂŁo quem mais notifica (92%, n=2223), bem como as mulheres sĂŁo o sexo que representa a maior percentagem de pacientes notificados (2020: 64%; 2021: 81%). A anĂĄlise das faixas etĂĄrias permitiu concluir que a dos 18-64 anos apresenta maior nĂșmero de pacientes notificados (2020: 49%; 2021: 53%). Relativamente Ă s reaçÔes adversas, confirma-se que as mesmas aumentaram bastante a partir do ano de 2020, devido ao aparecimento da pandemia, havendo um aumento de 310% das RAM nos anos de pandemia (2020-2021) face aos trĂȘs anos em anteriores (2017 a 2019). A utilização off-label da hidroxicloroquina tambĂ©m foi um aspeto importante a considerar neste estudo, pelo que o tratamento da COVID-19 foi a patologia que maior percentagem apresentou neste parĂąmetro (2020: 26% das reaçÔes suspeitas de terem sido causadas pela hidroxicloroquina; 78% das reaçÔes suspeitas de terem sido causas pela hidroxicloroquina em interação com outro medicamento. 2021: 8% das reaçÔes suspeitas de terem sido causadas pela hidroxicloroquina; 55% das reaçÔes suspeitas de terem sido causas pela hidroxicloroquina em interação com outro medicamento). Ao longo do estudo avaliou-se a evolução dos casos off-label, verificando-se que o risco de vida e a incapacidade foram crescendo ao longo deste perĂodo de pandemia. Por outro lado, comparando antes e depois da COVID-19, os indivĂduos que apresentavam outras condiçÔes clinicamente importantes foi um dos aspetos que mais evoluiu (n= 175 para n=1334). Por vezes a hidroxicloroquina foi utilizada em administração concomitante com outros fĂĄrmacos, podendo as RAMs serem causadas pela hidroxicloroquina como principal medicamento suspeito, ou da interação com outras substĂąncias. Deste modo, os grupos farmacolĂłgicos que mais se utilizaram foram os antirretrovirais e alguns antibiĂłticos. Por fim, tambĂ©m foram avaliadas as mortes associadas Ă toma de hidroxicloroquina, das quais 67% sĂŁo descritas em utilização off-label. DiscussĂŁo: O nĂșmero de notificaçÔes de reaçÔes adversas Ă hidroxicloroquina aumentou bastante durante a pandemia, sendo os profissionais de saĂșde quem mais notificou. O potencial de dano aumentou, uma vez que a administração off-label da hidroxicloroquina foi associada a um aumento da incidĂȘncia e gravidade das reaçÔes adversas. Contudo, associada a outros medicamentos, este fĂĄrmaco pode potenciar determinadas reaçÔes adversas, como o prolongamento do intervalo QT, nĂĄuseas, tonturas, hipoglicemia, insuficiĂȘncia cardĂaca, entre outras. No que diz respeito aos outcomes, parece ocorrer um aumento do nĂșmero de mortes associadas Ă hidroxicloroquina, no entanto a causalidade nĂŁo estĂĄ estabelecida para os dados observados. ConclusĂŁo: A hidroxicloroquina apresentou reaçÔes adversas variadas nos dados observados, sendo que pela sua utilização off-label durante a pandemia se demonstrou um aumento da sua incidĂȘncia. Em relação Ă COVID-19, inicialmente nĂŁo existia um tratamento especĂfico, pelo que se efetuaram ensaios clĂnicos com vĂĄrios medicamentos, incluĂdo a hidroxicloroquina. AtravĂ©s dos resultados deste estudo, conclui-se que os profissionais de saĂșde sĂŁo quem mais notificou e que o sexo feminino Ă© o gĂ©nero que apresenta maior percentagem de pacientes notificados. Sabe-se que a hidroxicloroquina causa efeitos adversos, porĂ©m as reaçÔes adversas podem nĂŁo estar associadas diretamente Ă hidroxicloroquina, pois existem alguns fatores que colocam a sua eficĂĄcia em risco, como as comorbilidades e medicamentos concomitantes. A utilização off-label da hidroxicloroquina demonstrou colocar em risco o estado clĂnico dos indivĂduos. | pt_PT |
| dc.description.abstract | Introduction: Hydroxychloroquine is an antimalarial drug that belongs to the 4-aminoquinolone group. In addition to these properties, it has immunomodulatory and anti-inflammatory characteristics. The most common adverse effects are gastrointestinal and cardiovascular, neurotoxicity and also retinopathy. Regarding drug interactions, hydroxychloroquine interferes with several drugs, namely digoxin, insulin, amiodarone, moxifloxacin, azithromycin, tamoxifen and praziquantel. In 2020, with the emergence of the COVID-19 pandemic, researchers used existing drugs with potential for the treatment of COVID-19, including hydroxychloroquine, which ended up being used off-label. From the known clinical trials it can be concluded that hydroxychloroquine has many adverse effects that can put the health of patients infected with SARS CoV-2 at risk. Objectives: The objective of this research was to describe the adverse effect profile of hydroxychloroquine in patients with COVID-19 and to characterize the risks associated with the off-label use of hydroxychloroquine. Methods: An observational, retrospective and descriptive study was conducted, whose objective was to understand the adverse effects of hydroxychloroquine in COVID-19 patients. A search of scientific articles was carried out in databases such as PubMedÂź (Medline) and Google ScholarÂź, taking into account the inclusion and exclusion criteria. Data were collected from the âEudravigilanceâ database and, later, analyzed using descriptive statistics, with the aid of the R StudioÂź software. Results: The results present information about the source of notification, patient gender, adverse reactions, off-label cases and their evolution, drugs evaluated in the study and deaths evaluated in the pre- and post-pandemic period. It appears that health professionals are the ones who report the most (92%, n=2223), as well as women are the sex that represents the highest percentage of reported patients (2020: 64%; 2021: 81%). The analysis of age groups allowed us to conclude that the 18-64 age group has the highest number of reported patients (2020: 49%; 2021: 53%). Regarding adverse reactions, it is confirmed that they increased significantly from 2020 onwards, due to the emergence of the pandemic, with an increase of 310% of ADRs in the pandemic years (2020-2021) compared to the three years in previous years (2017 to 2019). The off-label use of hydroxychloroquine was also an important aspect to consider in this study, so the treatment of COVID-19 was the pathology with the highest percentage in this parameter (2020: 26% of reactions suspected to have been caused by hydroxychloroquine; 78% of reactions suspected to have been caused by hydroxychloroquine interacting with another drug. 2021: 8% of reactions suspected to have been caused by hydroxychloroquine; 55% of reactions suspected to have been caused by hydroxychloroquine interacting with another drug). Throughout the study, the evolution of off-label cases was evaluated, verifying that the risk of life and disability were increasing throughout this pandemic period. On the other hand, comparing before and after COVID-19, individuals who had other clinically important conditions was one of the aspects that evolved the most (n=175 to n=1334). Sometimes hydroxychloroquine was used concomitantly with other drugs, and ADRs may be caused by hydroxychloroquine as the main suspected drug, or from interaction with other substances. Thus, the pharmacological groups that were most used were antiretrovirals and some antibiotics. Finally, deaths associated with the use of hydroxychloroquine were also evaluated, of which 67% are described in offlabel use. Discussion: The number of reports of adverse reactions to hydroxychloroquine increased significantly during the pandemic, with health professionals reporting the most. The potential for harm increased as off-label administration of hydroxychloroquine was associated with an increased incidence and severity of adverse reactions. However, associated with other drugs, this drug may potentiate certain adverse reactions, such as QT interval prolongation, nausea, dizziness, hypoglycemia, heart failure, among others. With regard to outcomes, there seems to be an increase in the number of deaths associated with hydroxychloroquine, however causality has not been established for the observed data. Conclusion: Hydroxychloroquine presented varied adverse reactions in the observed data, and its offlabel use during the pandemic showed an increase in its incidence. In relation to COVID-19, initially there was no specific treatment, so clinical trials were carried out with several drugs, including hydroxychloroquine. Through the results of this study, it is concluded that health professionals are the ones who reported the most and that females are the gender with the highest percentage of reported patients. It is known that hydroxychloroquine causes adverse effects, but adverse reactions may not be directly associated with hydroxychloroquine, as there are some factors that put its effectiveness at risk, such as comorbidities and concomitant medications. The off-label use of hydroxychloroquine has been shown to jeopardize the clinical status of individuals. | pt_PT |
| dc.identifier.tid | 203071379 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.26/41851 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ | pt_PT |
| dc.subject | Hidroxicloroquina | pt_PT |
| dc.subject | Efeitos Colaterais e ReaçÔes Adversas Relacionados a Medicamentos | pt_PT |
| dc.subject | COVID-19 | pt_PT |
| dc.subject | Toxicidade | pt_PT |
| dc.subject | Hydroxychloroquine | pt_PT |
| dc.subject | Drug-Related Side Effects and Adverse Reactions | pt_PT |
| dc.subject | Toxicity | pt_PT |
| dc.title | Efeitos adversos da hidroxicloroquina em doentes COVID-19 | pt_PT |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess | pt_PT |
| rcaap.type | masterThesis | pt_PT |
| thesis.degree.name | Mestrado em FarmĂĄcia â Especialização em Farmacoterapia Aplicada | pt_PT |
