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A mulher mastectomizada : o enfermeiro de reabilitação na promoção do autocuidado

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O cancro da mama e os tratamentos que lhe estão associados afetam a condição de saúde física, psicológica e social da mulher, com compromisso do autocuidado. No âmbito do seu exercício profissional compete aos profissionais de enfermagem, e particularmente aos da área de enfermagem de reabilitação a promoção do autocuidado no sentido de promover o bem-estar e qualidade de vida. Objetivos: conhecer as intervenções de enfermagem de reabilitação implementadas à mulher submetida a mastectomia; identificar as principais dificuldades encontradas pelos enfermeiros na sua implementação; analisar as sugestões dos enfermeiros de reabilitação relativamente às intervenções implementadas e refletir sobre o papel da enfermagem de reabilitação como meio de promoção da independência da mulher após cirurgia à mama por doença oncológica. Método: estudo qualitativo, exploratório e descritivo, recorrendo-se a uma amostra intencional constituída por nove enfermeiros de reabilitação. Para a colheita de dados utilizou-se a entrevista semiestruturada, sendo os dados submetidos à análise de conteúdo segundo Bardin (2013). Dessa análise emergiram as seguintes categorias: identificação das necessidades, fatores dificultadores no processo do autocuidado, intervenções promotoras do autocuidado e avaliação das intervenções. Resultados: concluiu-se que os enfermeiros procedem à identificação inicial das necessidades da mulher mastectomizada através: da observação e a anamnese. A comunicação terapêutica surge como uma estratégia de identificação dessas necessidades durante o internamento. Os principais fatores dificultadores no processo do autocuidado identificados foram a progressão da doença, a dor, a diminuição da amplitude de movimentos da articulação glenoumeral, o desconhecimento sobre a doença e a formação profissional dos restantes elementos da equipa de enfermagem. Para promoverem o autocuidado os enfermeiros instituem intervenções autónomas e resultantes de prescrições. A avaliação dessas intervenções é feita por meio da observação, da adaptação demonstrada e pelo domínio demostrado no desempenho de competências instrumentais pelas utentes. Conclusões: A promoção do autocuidado da mulher mastectomizada exige um acompanhamento no continuum do processo saúde doença.

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Mulher mastectomizada Enfermagem de reabilitação Autocuidado

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