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Reabilitação Vestibular no idoso

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Resumo(s)

Introdução: O envelhecimento estĆ” associado a alteraƧƵes estruturais e funcionais do sistema vestibular, manifestando-se em tonturas, vertigens, desequilĆ­brio, instabilidade postural e inseguranƧa na marcha, aumentando a suscetibilidade a quedas e com impacto na qualidade de vida no idoso. A reabilitação vestibular (RV) tem emergido como uma intervenção eficaz para melhorar os sintomas, a estabilidade postural, a funcionalidade e a qualidade de vida, mantendo benefĆ­cios clĆ­nicos mesmo em idades mais avanƧadas. PorĆ©m, subsiste uma insuficiente caracterização dos protocolos e das medidas de avaliação dirigidas a esta população. Objetivos: Mapear e caracterizar a RV em idosos e os respetivos resultados, assim como descrever as caracterĆ­sticas dessa população e identificar os instrumentos de medida utilizados. MĆ©todo: Uma scoping review foi conduzida de acordo com as diretrizes metodológicas do Joanna Briggs Institute e Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews Checklist and Explanation. A literatura existente foi identificada com recurso Ć s bases de dados Cochrane Center Register of Controlled Trials, PubMed e Physiotherapy Evidence Database. Foram incluĆ­dos estudos experimentais e observacionais, em portuguĆŖs, inglĆŖs e francĆŖs em adultos com ≄65 anos e cuja intervenção referisse explicitamente o uso da RV na aceleração e otimização de mecanismos de compensação, com pelo menos uma medida de resultados relacionada com os efeitos da RV. Foram excluĆ­dos estudos secundĆ”rios, literatura cinzenta ou nĆ£o revista por pares, estudos sem acesso ao texto integral e intervenƧƵes exclusivamente baseadas em manobras mecĆ¢nicas de reposicionamento. A triagem de tĆ­tulos, resumos e textos completos, extração de dados e avaliação crĆ­tica foram realizadas por dois investigadores independentes. Resultados: Foram incluĆ­dos vinte e trĆŖs estudos publicados entre 2001 e 2024, sendo 61% ensaios clĆ­nicos com aleatorização, envolvendo idosos com patologia vestibular diagnosticada ou com a presenƧa de algum tipo de sintomatologia compatĆ­vel com disfunção vestibular. Identificaram-se 33 protocolos de RV: 12 com intervenƧƵes instrumentalizadas, incluindo posturografia, realidade virtual, estimulação optocinĆ©tica, reabilitação assistida por computador, exergames, estimulação transcraniana e sistemas de substituição vestibular eletrotĆ”til; e 21 com estratĆ©gias nĆ£o instrumentalizadas, das quais 16 baseadas em protocolos previamente descritos na literatura. O instrumento de medida mais utilizado foi o Dizziness Handicap Inventory, seguido pela Escala de ConfianƧa no EquilĆ­brio EspecĆ­fica para a Atividade, Sensory Organization Test Computerized Dynamic Posturography, Dynamic Gait Index e Timed Up and Go Test. Observou se uma tendĆŖncia para resultados superiores nos protocolos que incluĆ­ram intervenƧƵes instrumentalizadas, sobretudo em parĆ¢metros relacionados com a estabilidade postural. As III intervenƧƵes nĆ£o instrumentalizadas revelaram tambĆ©m efeitos positivos na estabilidade postural, gravidade dos sintomas, incapacidade e confianƧa no equilĆ­brio. ConclusĆ£o: A RV parece apresentar resultados positivos no idoso, com melhorias sobretudo na estabilidade postural. Contudo, a heterogeneidade das metodologias, amostras e intervenƧƵes limita a interpretação dos resultados e dificulta a sua transposição para a tomada de decisĆ£o clĆ­nica.

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Palavras-chave

Reabilitação vestibular Fisioterapia Idoso Estabilidade postural Scoping review

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