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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introduction: The constant use of digital technologies among adolescents has increased young people’s exposure to multiple forms of online sexual victimization, such as online grooming, sexting, and non-consensual dissemination of intimate images (NCII). Despite having existing research on this subject, there still remains a lack of investigation into their relationship with social anxiety, especially across the different dimensions of this construct. Objectives: From a One Health perspective, which acknowledges the interconnected influence of individual, social, and environmental factors on health and well-being, this study aimed to analyze the prevalence of online grooming victimization, sexting, and NCII victimization among Portuguese adolescents and the associations among online grooming, NCII, sexting, and social anxiety. It also sought to compare victims and non-victims of online grooming and NCII, and girls and boys, as well as analyze the predictors of social anxiety, online grooming, and the NCII. Method: The sample comprised 269 Portuguese adolescents aged between 12 and 17 years. The participants completed the Questionnaire on Online Sexual Solicitation and Adolescent Interaction (QOSSIA), the Sexting Questionnaire (SQ), the Checklist for Victimization by Non-Consensual Dissemination of Intimate Images, and the Social Anxiety Scale for Children (SASC-R). Results: Positive correlations were found between sexting, online grooming, and NCII. Only the fear of negative evaluation was associated with solicitations for online grooming. Sexting emerged as the main predictor of both victimization by online grooming and victimization by NCII. Furthermore, younger age and higher levels of fear of negative evaluation were identified as significant predictors of online grooming victimization. Regarding the differences between biological sexes, girls reported higher levels of social anxiety, avoidance, and social discomfort. Conclusion: Overall, the results highlight that online sexual victimization must not be viewed as a standalone phenomenon, but instead as a complex experience influenced by many factors. This research highlights the importance of prevention and intervention strategies that promote online safety and adolescents' psychological well-being.
Introdução: A utilização crescente das tecnologias digitais entre os adolescentes tem aumentado a exposição dos jovens a variadas formas de vitimização sexual na internet, como o online grooming, o sexting e a disseminação não consentida de imagens íntimas (NCII). Apesar do crescente interesse científico por estas problemáticas, continua a existir escassa investigação sobre a sua relação com a ansiedade social. Objetivos: Numa perspetiva One Health, que reconhece a influência dos fatores individuais, sociais e ambientais na saúde e no bem-estar, este estudo teve como objetivo investigar a prevalência de vitimização por online grooming, sexting e NCII numa amostra de adolescentes portugueses e as associações entre online grooming, NCII, sexting e ansiedade social. Procedeu-se ainda à comparação entre vítimas e não vítimas de online grooming e de NCII e raparigas e rapazes, bem como à análise de preditores da ansiedade social, online grooming e NCII. Método: A amostra foi composta por 269 adolescentes portugueses, entre os 12 e os 17 anos de idade. Os participantes preencheram o Questionário sobre Solicitação Sexual Online e Interação de Adolescentes (QOSSIA), o Questionário sobre Sexting (SQ), a Checklist de vitimização de disseminação não consentida de imagens íntimas e a Escala de Ansiedade Social para Crianças (SASC-R). Resultados: Verificaram-se correlações positivas entre sexting, grooming online e vitimização por NCII. Relativamente à ansiedade social, apenas o medo de avaliação negativa apresentou associação com as solicitações de online grooming. No que diz respeito às diferenças entre o sexo biológico, as meninas demonstraram níveis mais altos de ansiedade, evitamento e desconforto social. Por fim, o sexting surgiu como o principal preditor tanto da vitimização por online grooming como da NCII. Além disso, a menor idade e níveis mais elevados de medo da avaliação negativa foram identificados como preditores significativos da vitimização por online grooming. Conclusão: De modo geral, os resultados destacam que a vitimização sexual online não deve ser vista como um fenómeno isolado, mas sim como uma experiência complexa influenciada por diversos fatores. Esta investigação destaca a relevância de estratégias de prevenção e de intervenção que promovem a segurança online e o bem-estar psicológico dos adolescentes.
Introdução: A utilização crescente das tecnologias digitais entre os adolescentes tem aumentado a exposição dos jovens a variadas formas de vitimização sexual na internet, como o online grooming, o sexting e a disseminação não consentida de imagens íntimas (NCII). Apesar do crescente interesse científico por estas problemáticas, continua a existir escassa investigação sobre a sua relação com a ansiedade social. Objetivos: Numa perspetiva One Health, que reconhece a influência dos fatores individuais, sociais e ambientais na saúde e no bem-estar, este estudo teve como objetivo investigar a prevalência de vitimização por online grooming, sexting e NCII numa amostra de adolescentes portugueses e as associações entre online grooming, NCII, sexting e ansiedade social. Procedeu-se ainda à comparação entre vítimas e não vítimas de online grooming e de NCII e raparigas e rapazes, bem como à análise de preditores da ansiedade social, online grooming e NCII. Método: A amostra foi composta por 269 adolescentes portugueses, entre os 12 e os 17 anos de idade. Os participantes preencheram o Questionário sobre Solicitação Sexual Online e Interação de Adolescentes (QOSSIA), o Questionário sobre Sexting (SQ), a Checklist de vitimização de disseminação não consentida de imagens íntimas e a Escala de Ansiedade Social para Crianças (SASC-R). Resultados: Verificaram-se correlações positivas entre sexting, grooming online e vitimização por NCII. Relativamente à ansiedade social, apenas o medo de avaliação negativa apresentou associação com as solicitações de online grooming. No que diz respeito às diferenças entre o sexo biológico, as meninas demonstraram níveis mais altos de ansiedade, evitamento e desconforto social. Por fim, o sexting surgiu como o principal preditor tanto da vitimização por online grooming como da NCII. Além disso, a menor idade e níveis mais elevados de medo da avaliação negativa foram identificados como preditores significativos da vitimização por online grooming. Conclusão: De modo geral, os resultados destacam que a vitimização sexual online não deve ser vista como um fenómeno isolado, mas sim como uma experiência complexa influenciada por diversos fatores. Esta investigação destaca a relevância de estratégias de prevenção e de intervenção que promovem a segurança online e o bem-estar psicológico dos adolescentes.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
Online grooming Sexting Non-consensual dissemination of intimate images Social anxiety Adolescents Psychological impact Online grooming process
