Repository logo
 
Loading...
Thumbnail Image
Publication

Capacitar a pessoa que se torna cuidador informal

Use this identifier to reference this record.
Name:Description:Size:Format: 
MECom_10575_original.pdf9.66 MBAdobe PDF Download

Abstract(s)

Introdução: Portugal mantem-se há alguns anos no paradigma epidemiológico que desafia a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Continua a observar-se o envelhecimento demográfico com aumento da incidência de doenças não transmissíveis e aumento de pessoas com limitações da capacidade funcional, sem aumento da força de trabalho nas áreas da saúde e da assistência social. Grande parte da responsabilidade dos cuidados àqueles indivíduos em ambiente domiciliário é assumida pelos cuidadores informais (CI). Um papel subvalorizado na sociedade, mas que tem ganho algum relevo com o enquadramento legal do Estatuto do Cuidador Informal e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. As exigências inerentes a este papel conduzem a maior incidência de doença física e mental, com predomínio da sobrecarga do CI, e descuido com o próprio autocuidado e saúde, tornando-os um grupo de risco. O Enfermeiro Especialista e Enfermagem Comunitária (EEEC), no âmbito das suas competências, tem um papel preponderante no desenho de intervenções que deem resposta às necessidades especificas deste grupo. Na persecução dessas competências pela mestranda foi desenvolvido um projeto de intervenção na comunidade orientado pelo objetivo de contribuir para a gestão da sobrecarga dos cuidadores informais da amostra em estudo. Metodologia: Foi utilizada a metodologia do Planeamento em Saúde, adotada pelo regulamento do perfil de competências do EEEC. Na etapa de Diagnóstico da Situação de Saúde recorreu-se, à aplicação do inquérito construído para a 1ª fase do estudo “Perfil dos Cuidadores Informais no ACES Lisboa Ocidental e Oeiras – UCC Saúdar”, a pessoas que se tornaram cuidadores informais há menos de 6 meses e pessoa cuidada. Usaram-se como modelos de referência em Enfermagem a Teoria das Transições de Médio Alcance de Meleis e a Teoria Geral de Orem, Teoria do Défice de Autocuidado. Resultados: A amostra constituída por 6 cuidadores informais apresentava níveis relevantes de sobrecarga, diminuição de bem-estar, com sintomatologia depressiva e baixos níveis de literacia em saúde, sobretudo a nível dos seus direitos e medidas de apoio e recursos dos quais poderiam usufruir. Conclusão: A fase de transição para o papel de CI exige dos enfermeiros um foco de intervenção fundamental para a melhor adaptação possível do CI ao mesmo.
Introduction: Portugal has remained for several years in an epidemiological paradigm that challenges the sustainability of healthcare systems. The demographic aging continues to be observed, with an increase in the incidence of non-communicable diseases and an increase in individuals with functional limitations, all without a corresponding increase in workforce in healthcare and social assistance. A significant portion of the responsibility for caring for these individuals in a home environment falls on informal caregivers (ICs). This role, undervalued in society, has gained some recognition with the legal framework of the Informal Caregiver Statute and the National Integrated Continuing Care Network. The inherent demands of this role lead to a higher incidence of physical and mental illness, with a predominant burden on ICs and neglect of their own self-care and health, making them a vulnerable group. The Specialist Nurse in Community Nursing (SNCN), within the scope of their competencies, plays a crucial role in designing interventions that address the specific needs of this group. In pursuing these competencies, a community intervention project was developed by the master's student with the objective of contributing to the management of the burden on informal caregivers in the study sample. Methodology: The Health Planning methodology was used, adopted by the EEEC competency profile regulation. In the Health Situation Diagnosis stage, as an instrument of quantitative analysis, we used the application of the survey constructed for the 1st phase of the study “Profile of Informal Caregivers at ACES Lisboa Oeste e Oeiras – UCC Saúdar”, to people who became informal caregivers for less than 6 months and the respective person cared for in the dyad. As reference models in Nursing, Meleis' Medium-Range Transitions Theory and Orem's General Theory, Self-Care Deficit Theory. Results: The sample made of 6 informal caregivers presented relevant levels of overload, decreased well-being, depressive symptoms and low levels of health literacy, especially in terms of their rights and support measures and resources that they can benefit from. Conclusion: The transition phase to the role of IC requires nurses to focus on a fundamental intervention for the best possible adaptation of the IC to it.

Description

Keywords

Enfermagem em saúde comunitária Cuidado transicional Cuidadores Cuidados de enfermagem

Pedagogical Context

Citation

Research Projects

Organizational Units

Journal Issue

Publisher

CC License