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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente estudo analisa a influência da cultura organizacional, da confiança grupal e do desempenho na eficácia das equipas de trabalho, considerando também, o papel das variáveis sociodemográficas. A cultura organizacional, entendida como o conjunto de valores, normas e práticas que orientam o comportamento nas organizações, é analisada com base no modelo dos valores contrastantes de Quinn (1983), que identifica quatro tipologias: apoio, inovação, regras e objetivos. A confiança grupal, definida como a crença na competência e no interesse positivo dos colegas, assume um papel mediador entre a cultura e o desempenho grupal, promovendo ambientes colaborativos.
O objetivo geral do estudo visa analisar a influência da tipologia da cultura organizacional, da confiança grupal e do desempenho na eficácia das equipas de trabalho, em função de variáveis sociodemográficas. Especificamente, pretende-se identificar e analisar as relações entre as diferentes tipologias culturais e os níveis de confiança grupal, bem como o impacto desta na qualidade, eficiência e coesão do desempenho.
A amostra é composta por 150 participantes, dos quais 66 do sexo masculino e 84 do sexo feminino, com a média de idades em ambos os sexos de 37,4 anos. Para a recolha de dados foi utilizado um protocolo composto por: Questionário Sociodemográfico, FOCUS – First Organizational Climate and Culture Unified Survey (Ancona & Caldwell, 1992) e a Escala de Avaliação do Desempenho Grupal – Formas 1 e Forma 2 (adaptação portuguesa de Dimas, 2007). Escala Confiança nas equipas Measuring Trust in temans (Costa, A.C.,& Anderson, N.(2011) (Escala de confiança nas equipas Adaptação Portuguesa: Pais ,S.R. (2013) . A análise estatística foi realizada com o IBM SPSS Statistics (versão 28.01.10), recorrendo a estatística descritiva e inferencial.
Os resultados sugerem que, as culturas orientadas para o apoio e inovação estão associadas a maiores níveis de confiança e melhor desempenho grupal. As variáveis sociodemográficas apresentaram efeitos moderadores nestas relações. Estes achados destacam a importância de promover culturas inclusivas e estratégias que favoreçam ambientes de confiança. Entre as limitações do estudo salientam-se a dimensão da amostra e as dificuldades na recolha de dados. Propõem-se futuras investigações: ampliar a amostra a diferentes setores de atividade; realizar estudos longitudinais para acompanhar a evolução das variáveis; incluir o estilo de liderança como possível moderador ou mediador.
