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Comportamento antissocial em crianças do sexo feminino: caracterização e avaliação de risco

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Abstract(s)

O presente estudo teve como intuito estudar o comportamento antissocial em crianças do sexo feminino. Para tal foram analisados 32 processos de promoção e proteção de raparigas com idades compreendidas entre os seis e os onze anos, recorrendo ao instrumento de avaliação Early Assessment Risk List for Girls Augimeri, Koegl, Webster, & Levene, 2001; Levene, Augimeri, Pepler, Walsh, Webster, & Koegl, 2001. Verificou-se que o tipo de comportamento antissocial mais frequente foi o absentismo e o abandono escolar. Observou-se também que a maioria das raparigas neste estudo apresentaram um nível de risco elevado 15 (46.9%). Os fatores de risco prevalentes foram os relacionados com o início das dificuldades comportamentais (96.9%), o estilo parental (90.7%) os apoios (87.5%) e os fatores de stress familiares (81.3%). Observou-se que o comportamento de oposição na escola e em casa foi aquele que na decisão global de risco teve uma classificação mais elevada, em comparação com restantes tipos de comportamentos. Já o comportamento qualificado como crime foi aquele que apresenta um nível de risco mais baixo. No que respeita aos fatores de risco mais relevantes consoante o tipo de comportamento antissocial verificou-se que a aceitabilidade, as atitudes antissociais, o comportamento antissocial, a capacidade de coping e a responsividade da criança são mais frequentes nos casos de comportamento de oposição na escola e em casa. Já o estilo parental, o abuso/negligência/trauma, o desempenho académico e a responsividade da família são mais evidentes no absentismo e abandono escolar. Os resultados deste estudo realçam a importância de serem identificados os antecipadamente os fatores de risco de crianças do sexo feminino, assim como auxiliar os profissionais a trabalharem no sentido da prevenção deste tipo de comportamentos.
The present study aimed to study antisocial behavior in female children. To this end, 32 processes of promotion and protection of girls aged between six and the following years were analyzed, using the assessment instrument List of Early Assessment Risks for Girls Augimeri, Koegl, Webster & Levene, 2001; Levene, Augimeri, Pepler, Walsh, Webster and Koegl, 2001. Verified that the most common type of antisocial behavior was absenteeism and school dropout. Also note that most girls in this study had a high risk level 15 (46.9%). The predominant risk factors were related to the onset of behavioral difficulties (96.9%), parental style (90.7%), support (87.5%) and family stressors (81.3 %). Note that the oppositional behavior at school and at home was that in which the overall risk decision was ranked higher compared to the other types of enforcement. Behavior qualified as a crime was the one with the lowest risk level. Not respecting the most relevant risk factors or the type of antisocial behavior found to be acceptable, such as antisocial attitudes, or antisocial behavior, an ability to cope, and the responsibility of the child scored higher with school and home behavior. Parental style, abuse / neglect / trauma, academic performance, and family responsibility are more evident in absenteeism and school dropout. The results of this study realize the importance of using or anticipating the risk factors of female children, as well as assistants or professionals working without meaning of application of this type of use.
La présente étude visait à étudier le comportement antisocial chez les filles. À cette fin, 32 processus de promotion et de protection des filles âgées de six à onze ans ont été analysés à l'aide de l'outil d'évaluation Early Assessment Risk List for Girls Augimeri, Koegl, Webster et Levene, 2001; Levene, Augimeri, Pepler, Walsh, Webster et Koegl, 2001. Le type de comportement antisocial le plus courant s'est révélé être l'absentéisme et l'abandon scolaire. Il a également été observé que la plupart des filles dans cette étude avaient un niveau de risque élevé 15 (46,9%). Les facteurs de risque prédominants étaient ceux liés à l'apparition de difficultés de comportement (96,9%), de style parental (90,7%), de soutiens (87,5%) et de facteurs de stress familiaux (81,3%). Le comportement opposé à l’école et à la maison s’est avéré le choix le plus risqué dans la décision de risque global par rapport aux autres types de comportement. Le comportement qualifié de crime était celui qui présentait le niveau de risque le plus faible. En ce qui concerne les facteurs de risque les plus pertinents selon le type de comportement antisocial, il a été constaté que l'acceptabilité de l'enfant, ses attitudes antisociales, son comportement antisocial, sa capacité à faire face à sa capacité d'adaptation et sa réactivité sont plus fortement opposés aux comportements d'opposition à l'école et à la maison. Le style parental, l'abus / négligence / traumatisme, la réussite scolaire et la réactivité de la famille sont les plus évidents dans l'absentéisme et le décrochage scolaire. Les résultats de cette étude soulignent l'importance d'identifier les facteurs de risque précoces chez les filles et d'aider les professionnels à oeuvrer pour la prévention de ce type de comportement.

Description

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz

Keywords

Sexo feminino EARL-21G Comportamento antissocial Risco

Pedagogical Context

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