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Resumo(s)
Este estudo tem como objetivo analisar o impacto dos benefícios fiscais ao investimento na rentabilidade das empresas, por forma a compreender em que medida as políticas fiscais contribuem para o desempenho e crescimento das empresas.
A investigação adota uma abordagem quantitativa, baseada na análise de dados financeiros de empresas beneficiárias de incentivos fiscais, em sede de IRC, considerando variáveis como a rentabilidade do ativo, a dimensão, o endividamento, o investimento, a intensidade de capital e os benefícios fiscais. Além disso, foram também analisadas as empresas que em Portugal obtiveram incentivos fiscais no período pré-covid compreendido entre 2018-2019 e no período pós-covid compreendido entre 2021-2022, com o objetivo de comparar os dados em cada um dos anos e verificar qual o impacto da pandemia nas empresas que beneficiaram dos incentivos ao investimento.
Os resultados obtidos demonstram uma relação positiva entre a utilização de benefícios fiscais e a rentabilidade das empresas, nomeadamente no período pós-covid onde se verifica um aumento dos benefícios fiscais. Para além disso, observou-se que as variáveis dimensão, intensidade de capital, endividamento e benefícios fiscais são estatisticamente significativos, com alguns apresentando impactos positivos e outros impactos negativos em relação à variável dependente. Contrariamente, constatou-se que a variável investimento não apresenta correlação com a variável dependente.
Concluiu-se que os incentivos podem atuar como um catalisador para o crescimento empresarial sustentável, desde que alinhados com práticas de gestão eficientes e políticas públicas adequadas. Deste modo, este estudo contribuiu para o debate sobre a eficácias das políticas fiscais como ferramentas de promoção económica e oferece orientações úteis a gestores e decisores políticos.
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Palavras-chave
Benefícios fiscais ao investimento IRC Rentabilidade ROA
