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A utilização de sistemas de controlo de velocidade na prevenção da sinistralidade rodoviária

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A redução da sinistralidade rodoviária tem sido ao longo das últimas décadas uma prioridade das políticas públicas de mobilidade e segurança, sendo a velocidade excessiva uma das principais causas evitáveis de acidentes com consequências graves. A presente dissertação, intitulado “A utilização de sistemas de controlo de velocidade na prevenção da sinistralidade rodoviária” tem como objetivo central analisar, de forma crítica e fundamentada, o impacto dos sistemas de controlo de velocidade na mitigação da sinistralidade rodoviária e na promoção de comportamentos mais seguros. Partindo de uma abordagem metodológica mista, integrando análise documental, recolha de dados estatísticos e entrevistas a especialistas, este estudo procurou oferecer uma compreensão abrangente e empiricamente sustentada dos efeitos dos sistemas de controlo de velocidade, demonstrando de forma robusta, que a implementação destes sistemas está inequivocamente associada a uma redução significativa da sinistralidade, quer em termos de frequência de acidentes, quer no que concerne à sua gravidade. Do ponto de vista técnico, a comparação entre os diferentes modelos de fiscalização automatizada revelou variações substanciais de eficácia. Os sistemas de controlo por velocidade média (cinemómetros de troço) evidenciaram-se como os mais eficazes na indução de uma condução estável e conforme às normas legais, ao promoverem uma vigilância difusa e contínua ao longo de um determinado percurso. Em contraste, os cinemómetros fixos demonstraram um efeito localizado e temporário, frequentemente limitado ao ponto de deteção, fenómeno amplamente descrito na literatura como "efeito de travagem". Esta distinção permite inferir que os cinemómetros de troço oferecem uma resposta mais estruturante e duradoura no que respeita à modificação dos padrões comportamentais dos condutores. Conclui-se, assim, que a redução da sinistralidade rodoviária, longe de ser alcançada por soluções isoladas, exige uma abordagem multidimensional, articulada e persistente. A velocidade, enquanto fator crítico de risco, deve ser regulada por mecanismos tecnologicamente eficazes, socialmente aceites e estrategicamente posicionados. Investir em sistemas de controlo de velocidade é, por conseguinte, investir na salvaguarda da vida humana e na edificação de uma cultura de mobilidade assente na responsabilidade partilhada, no respeito pelas normas e na valorização do bem comum.

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Comportamento dos Condutores Segurança Rodoviária Sinistralidade Velocidade Cinemómetros

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