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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introduction: Adolescence is an emotionally demanding period, marked by the consolidation of emotion regulation processes. Within this context, the impact of iinterparental conflict has been linked to poorer emotional adjustment in adolescents, particularly when it is perceived as threatening or poorly resolved, or when the adolescent is directly involved in the conflicts.
Objectives: The present study analyzed the relationship between interparental conflict, emotion regulation, and happiness in adolescents, compared boys and girls as well as two age groups, and identified the predictors of happiness.
Method: The study included 100 adolescents (56 girls, 44 boys) aged 12 to 17 years, who completed three questionnaires assessing the variables under study (Children's Perceptions of Interparental Conflict Scale – CPIC, Cognitive Emotion Regulation Questionnaire – CERQ, and Subjective Happiness Scale).
Results: The results showed that adolescents perceived interparental conflict mainly through perceived threat and triangulation, with low levels of conflict resolution, and tended to rely on adaptive emotion regulation strategies. Happiness was related to emotion regulation, particularly rumination and positive reappraisal, which emerged as the only significant predictors in the regression model, and was also associated with the content of interparental conflicts. No significant differences were found by biological sex or age group.
Conclusion: The results suggest that adolescents' happiness is related to how they regulate their emotions and to the nature of their conflicts, which may also be relevant to adolescents' well-being. These findings suggest that it may be important to intervene at the level of adolescents' emotion regulation. This study falls within the scope of the One Health approach, recognizing adolescent health as part of a broader context shaped by interpersonal relationships and the family environment.
Introdução: A adolescência é um período emocionalmente exigente, marcado pela consolidação dos processos de regulação emocional. Neste contexto, os conflitos interparentais têm sido relacionados com um menor ajustamento emocional dos adolescentes, sobretudo quando são percecionados como ameaçadores ou mal resolvidos, ou quando o adolescente é diretamente envolvido nos conflitos. Objetivos: O presente estudo analisou a relação entre o conflito interparental, a regulação emocional e a felicidade em adolescentes, comparando rapazes e raparigas, bem como dois grupos etários, e identificou os preditores da felicidade. Método: No estudo participaram 100 adolescentes (56 raparigas, 44 rapazes) com idades entre os 12 e os 17 anos, que responderam a três questionários relativos às variáveis em estudo (Escala de Perceções da Criança sobre os Conflitos Interparentais – CPIC, Questionário de Regulação Emocional Cognitiva – CERQ e Escala de Felicidade Subjetiva). Resultados: Os resultados permitiram concluir que os adolescentes percecionam o conflito interparental maioritariamente através da ameaça percebida e da triangulação, com baixos níveis de resolução do conflito e tenderam a recorrer a estratégias de regulação emocional adaptativas. A felicidade relacionou-se com a regulação emocional, particularmente com a ruminação e a reformulação positiva, que emergiram como os únicos preditores significativos no modelo de regressão, associando-se também à dimensão conteúdo da CPIC. Não se observaram diferenças significativas quanto ao sexo biológico nem à faixa etária. Conclusão: Os resultados sugerem que a felicidade dos adolescentes se relaciona com o modo como regulam as suas emoções e com o conteúdo dos conflitos, o que também pode ser relevante para o bem-estar dos adolescentes. Estes resultados sugerem que pode ser importante intervir no âmbito da regulação emocional dos adolescentes. Este estudo insere-se no âmbito da abordagem One Health, ao reconhecer a saúde do adolescente como parte de um contexto mais abrangente, moldado pelas relações interpessoais e pelo ambiente
Introdução: A adolescência é um período emocionalmente exigente, marcado pela consolidação dos processos de regulação emocional. Neste contexto, os conflitos interparentais têm sido relacionados com um menor ajustamento emocional dos adolescentes, sobretudo quando são percecionados como ameaçadores ou mal resolvidos, ou quando o adolescente é diretamente envolvido nos conflitos. Objetivos: O presente estudo analisou a relação entre o conflito interparental, a regulação emocional e a felicidade em adolescentes, comparando rapazes e raparigas, bem como dois grupos etários, e identificou os preditores da felicidade. Método: No estudo participaram 100 adolescentes (56 raparigas, 44 rapazes) com idades entre os 12 e os 17 anos, que responderam a três questionários relativos às variáveis em estudo (Escala de Perceções da Criança sobre os Conflitos Interparentais – CPIC, Questionário de Regulação Emocional Cognitiva – CERQ e Escala de Felicidade Subjetiva). Resultados: Os resultados permitiram concluir que os adolescentes percecionam o conflito interparental maioritariamente através da ameaça percebida e da triangulação, com baixos níveis de resolução do conflito e tenderam a recorrer a estratégias de regulação emocional adaptativas. A felicidade relacionou-se com a regulação emocional, particularmente com a ruminação e a reformulação positiva, que emergiram como os únicos preditores significativos no modelo de regressão, associando-se também à dimensão conteúdo da CPIC. Não se observaram diferenças significativas quanto ao sexo biológico nem à faixa etária. Conclusão: Os resultados sugerem que a felicidade dos adolescentes se relaciona com o modo como regulam as suas emoções e com o conteúdo dos conflitos, o que também pode ser relevante para o bem-estar dos adolescentes. Estes resultados sugerem que pode ser importante intervir no âmbito da regulação emocional dos adolescentes. Este estudo insere-se no âmbito da abordagem One Health, ao reconhecer a saúde do adolescente como parte de um contexto mais abrangente, moldado pelas relações interpessoais e pelo ambiente
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
Interparental conflict Emotion regulation Happiness Adolescence
