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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Objetivos: Avaliar a capacidade de remineralização do esmalte erodido com um dentífrico contendo cloreto de estanho (SnCl2), e a influência da remineralização nas forças de adesão de restaurações em resina composta. Materiais e Métodos: Foram utilizados 40 incisivos bovinos cujas raízes foram seccionadas e a câmara pulpar preenchida com resina composta. As amostras foram divididas aleatoriamente e 4 grupos: o grupo erodido - (Er), o grupo não erodido e remineralizado com um dentífrico convencional com fluoreto de sódio - (nEr-NaF); o grupo erodido e remineralizado com um dentífrico convencional com fluoreto de sódio - (Er-NaF), e por fim, o grupo-teste, erodido e remineralizado com um dentífrico com cloreto de estanho - (Er-SnCl2). No protocolo erosivo foi utilizada a bebida Sprite®, sendo as amostras armazenadas em saliva artificial após cada ciclo erosivo. Mediu-se a microdureza de Vickers no início do estudo, após 1 dia de ciclos erosivos e no final dos ciclos de erosão/remineralização. Posteriormente, efetuaram-se restaurações diretas em resina composta e mediu-se a sua resistência adesiva seccionando as amostras em palitos que foram testados numa máquina de testes universal. Calculou-se a microdureza relativa (MD) e a força de adesão (FA), e analisou-se estatisticamente estas duas variáveis dependentes, bem como as fraturas ocorridas no teste de microtração. Resultados: Dos grupos erodidos, apenas o grupo Er-SnCl2 recuperou a MD inicial após os ciclos de erosão/remineralização, revelando um valor de MD relativa estatisticamente superior ao inicial (p=0.006). Verificou-se uma diferença estatisticamente significativa entre os valores de FA para os diferentes grupos (p≤0.0001). O grupo Er-SnCl2 apresentou valores de FA estatisticamente superiores aos grupos Er-NaF (p≤0.0001) e nEr-NaF (p≤0.0001), mas não se encontraram diferenças quando comparado com o grupo Er (p=0.466). Verificou-se que a distribuição do tipo de fractura é dependente do grupo de estudo (p< .001), sendo as fraturas adesivas predominantes em qualquer um dos grupos. Conclusões: Conclui-se que o agente remineralizante SnCl2 tem a capacidade de remineralizar o esmalte erodido, não diminuindo as forças de adesão de posteriores restaurações em resina composta.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Palavras-chave
Esmalte Erosão Remineralização Cloreto de estanho Força adesiva
