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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação tem como objetivo analisar o impacto não linear do desempenho ESG no
risco financeiro das empresas pertencentes ao índice S&P 500, bem como o papel moderador
da diversidade de género nessa relação. Complementarmente, procede-se à análise
individual dos pilares ambiental, social e governance, de forma a identificar eventuais
diferenças nos respetivos efeitos. Para responder a este objetivo, analisou-se uma amostra
de 340 empresas pertencentes ao S&P 500 no período compreendido entre 2015 e 2024,
recorrendo-se à metodologia de dados em painel através do método Generalized Method of
Moments. Os resultados demonstraram que a relação entre o desempenho ESG e o risco
financeiro, medido pelo Z-score, é não linear, assumindo uma forma de “U” invertido. Ou
seja, níveis moderados de desempenho ESG encontram-se associados a menor risco
financeiro (maior Z-score), enquanto níveis excessivamente elevados conduzem a maior
risco financeiro (menor Z-score). Adicionalmente, verificou-se ainda que este
comportamento se estende aos três pilares do ESG e que a diversidade de género nos
conselhos de administração reforça os benefícios associados ao ESG quando atinge níveis
mais elevados de representação, ou seja, assume um papel de moderação. De facto, para
níveis mais elevados de representação feminina nos Conselhos de Administração, acima de
40%, comprovou-se que investimentos elevados em ESG conduzem a menor risco
financeiro. Assim, os resultados demonstraram que a integração das práticas ESG deve ser
conduzida de forma estratégica e equilibrada, assim como o incentivo a estruturas de
governação mais diversas e inclusivas, que sejam capazes de potenciar a estabilidade
financeira e a criação de valor sustentável a longo prazo.
Descrição
Palavras-chave
ESG Risco Diversidade de Género S&P 500 Z-score GMM
