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Incontinência urinária em pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica referenciadas para a Fisioterapia

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Resumo(s)

Enquadramento teórico: A presença de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de Incontinência Urinária (IU), podendo comprometer a adesão e participação das pessoas com DPOC aos programas de reabilitação respiratória (RR). Contudo, a informação sobre a prevalência e o impacto da IU na qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) destas pessoas é escassa. A compreensão desta relação poderá contribuir para otimizar a intervenção da Fisioterapia nesta população. Objetivos: Objetivo principal: determinar a proporção de pessoas com DPOC referenciadas para tratamentos de fisioterapia respiratória que apresenta sintomas de IU. Objetivos secundários: 1) caracterizar os sintomas de IU nesta população quanto à sua severidade, tipo de incontinência e qualidade de vida relacionada com sintomas de IU; 2) explorar a associação entre severidade da dispneia; frequência de tosse; severidade da DPOC e QVRS com a presença de IU. Metodologia: Este estudo transversal incluiu 51 pessoas com DPOC referenciadas para tratamentos de Fisioterapia no Hospital Beatriz Ângelo. Foi aplicado um questionário sociodemográfico e clínico para caracterização da amostra e os participantes foram divididos em dois grupos segundo a pontuação obtida no questionário International Consultation on Incontinence Questionnaire Short Form Versão Portuguesa: grupo sem IU (pontuação 0) e com IU (pontuação ≥1). Foram aplicadas as versões portuguesas dos questionários: Modified Medical Research Council; primeira pergunta do COPD Assessment Test; EuroQol 5-Dimensions 3-Levels e para os participantes do grupo com IU King’s Health Questionnaire. Resultados: 35.3% (n=18) da amostra total reportou sintomas de IU. Os dois grupos apresentaram diferenças estatisticamente significativas no sexo (p=0.009) e QVRS relacionada com a saúde (p=0.023). Verificou-se associação significativa entre severidade da dispneia e presença de IU, sendo que os participantes com grau 2 de dispneia apresentaram 10.6 vezes mais chances de ter IU que participantes com dispneia grau 0 ou 1 (OR = 10.589; IC 95% = 1.008-111.239; p=0.049) e no caso dos participantes com grau de dispneia 3 ou 4 apresentaram um risco superior, com aproximadamente 24.9 vezes mais chances de ter esta condição em relação aos participantes com grau de dispneia 0 ou 1 (OR = 24.942; IC 95% = 2.130-292.066; p=0.010.) Conclusão: Os principais resultados no presente estudo parecem sugerir a existência de uma associação entre a severidade da disfunção respiratória e a disfunção pélvica, destacando a relevância da IU e a necessidade de considerar esta comorbilidade na intervenção da Fisioterapia visando a melhoria dos cuidados de saúde prestados e a adesão aos programas de RR pelas pessoas com DPOC.

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Incontinência urinária DPOC Fisioterapia Reabilitação respiratória

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