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- A atividade física e a função sexual da mulherPublication . Miranda, Beatriz Soares Lopes Aragonês; Sancho, Maria de Fátima Batista; Sá, Cristina dos Santos Cardoso deIntrodução: A disfunção sexual (DS) feminina tem sido um problema crescente nos últimos anos. Esta ocorre quando uma mulher sente algum tipo de dificuldade ou mudança no seu comportamento sexual habitual e pode caracterizar-se por uma alteração sexual. Um estilo de vida sedentário está associado a resultados adversos para a saúde. A atividade física (AF) pode ser um elemento crucial na prevenção de DS feminina. Existem investigações que sustentam o exercício como uma boa abordagem no tratamento da DS, mas que permanecem pouca esclarecedoras, necessitando de mais pesquisas. Objetivo: Verificar a associação da AF em mulheres com e sem DS. Método: Estudo observacional transversal com uma amostra de 348 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, com e sem DS. Para garantir a representatividade, a amostra do estudo foi realizada pelo método de seleção não probabilístico, por conveniência pela técnica de bola de neve. A recolha de dados foi realizada através de um questionário de caracterização que engloba a informação sociodemográfica e clínica das participantes, e dois instrumentos de medida: Female Sexual Function Index (FSFI) para avaliar a função sexual feminina e International Physical Activity Questionnaire – Short Form (IPAQ-SF) para avaliar o nível de atividade física (AF). Foram realizadas estatísticas descritivas para a caracterização da amostra, incluindo frequências absolutas e relativas para variáveis categóricas e medidas de tendência central e dispersão para variáveis contínuas. A associação entre DS e os níveis de AF foi avaliada através do teste do Qui-quadrado. Resultados: A análise da associação entre DS e os níveis de AF, revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, conforme evidenciado pelo teste do Qui quadrado. Entre as mulheres sem DS, a maioria reportou níveis moderados ou altos de AF. Nas mulheres com DS, uma proporção maior apresentou baixos níveis de AF, contrastando com percentagens menores nos níveis moderado e alto. Conclusão: Os dados obtidos oferecem contributos importantes para a prática clínica, ao demonstrar que baixos níveis de AF estão associados a uma maior ocorrência de DS. Neste contexto, torna-se essencial promover a adoção de hábitos regulares de AF como parte integrante das abordagens terapêuticas. A incorporação da AF nos cuidados de saúde pode constituir uma estratégia eficaz, acessível e não invasiva para melhorar a saúde sexual da mulher, bem como para prevenir ou reduzir quadros de DS.
