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The Impact of Artificial Intelligence on Employment: Individuals’ Perceptions

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Resumo(s)

A rápida difusão da Inteligência Artificial (IA) nos contextos de trabalho tem reconfigurado tarefas e reavivado o debate sobre implicações para o emprego. Esta dissertação analisa as perceções de profissionais acerca do impacto da IA em quatro dimensões: benefícios ao nível da tarefa, riscos ao nível do posto de trabalho, necessidades de competências e formação, e considerações éticas. Recorreu‑se a um inquérito transversal aplicado a 75 profissionais de vários países, maioritariamente do setor das Tecnologias de Informação (83 %). O questionário integrou 20 itens em escala de Likert e quatro questões abertas; os dados foram analisados por estatística descritiva e codificação temática. Dadas a amostragem por conveniência, a concentração setorial e a ausência de estratificação geográfica, os resultados são exploratórios e não generalizáveis. Os resultados apontam para uma perceção amplamente positiva da produtividade associada à IA: 84 % reportaram ganhos de produtividade e 94 % concordaram que a IA poupa tempo nas tarefas. As preocupações com substituição de funções surgem mitigadas: 28 % referiram ansiedade com substituição, enquanto 56 % discordaram dessa hipótese. O impacto no stress foi modesto (15 %) e 69 % indicaram que a IA lhes liberta tempo para atividades de maior valor acrescentado. Ao nível das competências, 91 % declararam confiança no uso de tecnologias de IA e 84 % referiram estar a desenvolver novas competências; o apoio organizacional foi geralmente positivo (85 %), embora 35 % não tenham recebido formação formal, recorrendo sobretudo a autoaprendizagem. Emergiu, contudo, um paradoxo: apesar da elevada autoconfiança (~ 91 %), 45 % manifestaram preocupações éticas – sobretudo privacidade e segurança de dados (29 %), transparência algorítmica (20 %) e enviesamentos em decisões mediadas por IA. Ainda assim, as atitudes globais mantiveram‑se otimistas: 75 % expressaram entusiasmo face ao aumento do uso de IA no seu setor e 85 % intenção de adoção adicional. Em síntese, os inquiridos veem a IA sobretudo como potenciador de produtividade, mais do que como ameaça direta ao emprego; porém, a integração bem‑sucedida dependerá de mitigação de riscos éticos e reforço da formação, garantindo utilização responsável e equitativa.
Artificial intelligence (AI) is rapidly diffusing across workplaces, reshaping tasks and reigniting debates about its implications for employment. This dissertation examines how professionals perceive AI’s impact across four key dimensions: task-level benefits, job-level risks, skill and training needs, and ethical considerations. A cross-sectional survey was conducted with 75 professionals from multiple countries, the majority of whom work in the information-technology sector (83%). The questionnaire included 20 Likert-scale items and four open-ended questions, and the resulting data were analyzed using descriptive statistics and thematic coding. Given the convenience sampling, sectoral concentration, and the absence of country-level stratification, the findings should be considered exploratory rather than generalizable. Results reveal widespread perceptions of AI-enabled productivity: 84% of respondents reported productivity gains, and 94% agreed that AI saves time on tasks. Job-replacement concerns were limited – 28% expressed anxiety that AI might replace their roles, whereas 56% explicitly disagreed. Reported stress impacts were modest (15%), and 69% indicated that AI freed them to focus on higher-value activities. In terms of skills and adaptation, approximately 91% felt confident using AI technologies, and 84% reported actively pursuing new AI-related skills. Organizational support was generally positive (85% cited management encouragement for AI adoption), although 35% indicated they had received no formal employer-provided training; many nonetheless perceived adequate resources for self-learning. A notable paradox emerged: despite high levels of self-efficacy (~91%), 45% of respondents reported ethical concerns – most frequently related to data privacy and security (29%), algorithmic transparency (20%), and bias in AI-mediated decision-making. Nevertheless, overall attitudes remained positive: 75% expressed enthusiasm about the growing use of AI in their field, and 85% indicated an intention to adopt additional AI tools. In summary, respondents predominantly viewed AI as a productivity enhancer rather than a direct threat to employment. However, successful integration will depend on addressing ethical risks and bridging training gaps to ensure responsible and equitable use of AI technologies.

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Palavras-chave

Inteligência Artificial Emprego Produtividade Perceções no local de trabalho Segurança no Emprego Ética da IA

Contexto Educativo

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