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- Conhecimento na clínica em saúde:Publication . Baixinho, Cristina Lavareda; Ferreira, Óscar Manuel Ramos; Marques, Maria de Fátima Mendes; Presado, Maria Helena; CARDOSO, MÁRIO; Sousa, Armando David; NASCIMENTO, TIAGOA produção de investigação e a utilização dos seus resultados não têm evoluído da mesma forma. O crescimento exponencial de estudos na área da saúde tem possibilitado o aumento da evidência para sustentar uma prática clínica de qualidade e segura. A revisão da literatura e a experiência do grupo de investigadores demonstram que a transferência do conhecimento para a clínica é mais lenta, com implicações na práxis e impacto negativo nos sistemas de saúde e nos custos associados. O grupo tem trabalhado aspetos relacionados com a transferência do conhecimento para a prática clínica e advoga que, desde o desenho do projeto de investigação à obtenção dos achados, importa prever a utilização do novo conhecimento. Evidenciar os melhores resultados e indicadores de saúde, através de cuidados centrados na pessoa, pode influenciar as políticas e os decisores políticos, contribuindo para um sistema mais equitativo e sustentável, com participação e envolvimento dos profissionais.
- Decidir para cuidarPublication . CARDOSO, MÁRIO; Marques, Maria de Fátima MendesHá muitos anos que a Enfermagem luta pela conquista de um lugar de igualdade no conjunto das profissões da saúde, nomeadamente com aquelas com quem se relaciona e interdepende nas equipas de trabalho. Muitos de nós, cresceram na profissão, acreditando que neste século, a Enfermagem seria reconhecida como uma profissão autónoma com a sua própria base conceptual, identificando os fenómenos e os problemas de saúde em que devia intervir e resolver, evidenciando o que de único e insubstituível os cuidados e a prática de enfermagem trazem às pessoas e comunidades. E que isso seria uma condição fundamental para que se sentissem membros plenos das equipas multidisciplinares a que pertenciam. Isso pressupunha controlo, controlo sobre a sua prática ou, dito de outro modo, os enfermeiros deviam controlar as decisões que os afetam e afetam aqueles de quem cuidam. Cada enfermeiro utiliza, na sua prática clínica a sua bagagem de conhecimentos técnicos e científicos, competências relacionais e éticas e um modelo conceptual orientador da sua ação, que, aliado a uma experiência refletida, lhe permite usar uma metodologia para interpretar informação, formular juízos e, a partir daí, definir uma orientação e um fim a atingir, e agir. O processo de tomada de decisão, emerge assim como um processo com um valor próprio, dinâmico por natureza, fundamental para que o enfermeiro aprecie, integre, avalie e valorize informação objetiva e subjetiva para que os seus juízos sejam os melhores, os mais sensatos, em situações muitas vezes complexas, e em que, muitas vezes, têm que ser rápidos ou apresentam potencial de conflito. Por isso, acredito que o desenvolvimento da capacidade de resolver problemas, o domínio e controlo sobre as decisões que os enfermeiros, no seu quotidiano, assumem, em todas as dimensões da sua prática, é influenciado de forma determinante, pelo domínio do processo de tomada de decisão em enfermagem e, por essa razão, este tem que ser valorizado no processo formativo dos enfermeiros. Quando em 2012, na ESEL, atualizámos o plano de estudos do curso de licenciatura, foi criada a Unidade Curricular “Processo de Tomada de Decisão em Enfermagem” com a finalidade de “Capacitar o estudante para a compreensão do processo de tomada de decisão, dos fatores que o influenciam e das estratégias a utilizar, bem como para a elaboração do processo de cuidados de enfermagem”, fizemo-lo porque quisemos garantir um espaço e um tempo, com nome próprio, para oaprender. Na altura alguns mostraram dúvida, desconfiança, afinal a estrutura curricular apelava a uma transversalidade do conhecimento e a uma articulação mais profunda dos saberes da disciplina, construindo, paulatinamente, um referencial de enfermagem, que contrariava a estrutura curricular tradicional. Mas o testemunho das equipas que têm desenvolvido, desde então, esta unidade curricular e a realização deste webinar, em concreto, demonstram bem a justeza dessa decisão pioneira e a importância do Processo de Tomada de Decisão em Enfermagem na construção desse referencial. Este webinar revela ainda dois aspetos merecedores de realce e satisfação e que terão, certamente, um impacto futuro significativo: - o primeiro é o de a ESEL acolher, no seu centro de investigação, CIDNUR, uma equipa de investigação nesta área, liderada pela Sr.ª Professora Fátima Mendes Marques que, estou certo, ajudará a desenvolver o conhecimento sobre o processo de tomada de decisão em enfermagem; - o segundo, é a participação de centenas de enfermeiros e estudantes de enfermagem neste webinar que nos dão a certeza que estamos no caminho certo para que os atuais e futuros enfermeiros se apropriem e desenvolvam o seu processo de tomada de decisão. A participação e apoio da Professora Doutora Christine Tanner, Professora Emérita da Escola de Enfermagem da Oregon Health & Science University e figura de referência como investigadora e professora na área da tomada de decisão e julgamento clínico em enfermagem e dos modelos de educação para o desenvolvimento de competências nesta dimensão, é um reforço de grande significado e um extraordinário incentivo para prosseguir esse caminho.