EM - IUEM - Tecnologias Laboratoriais em Ciências Forenses
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Percorrer EM - IUEM - Tecnologias Laboratoriais em Ciências Forenses por assunto "Alfa-sinucleína"
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- O efeito do THC na agregação da alfa-sinucleína e o seu uso como substância medicamentosa no tratamento da Doença de ParkinsonPublication . Neves, Ilda Viviana da Silva; Quintas, Alexandre; Almeida, Rui Miguel Lourenço Rocha deA Doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurodegenerativa progressiva marcada pela degeneração dos neurónios dopaminérgicos da substantia nigra pars compacta e pela acumulação de agregados de alfa-sinucleína (αSyn). Embora os tratamentos atuais controlem os sintomas motores, não impedem a progressão da doença, tornando necessária a investigação de novas abordagens terapêuticas. O Δ9-tetrahidrocanabinol (Δ9THC) tem demonstrado propriedades neuroprotetoras, incluindo efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e moduladores da autofagia. No entanto, permanece pouco estudado o seu impacto direto (ou o dos seus metabolitos, como o Δ9THCA) na estrutura de proteínas envolvidas na patogénese da DP, como a αSyn. Neste estudo, foi produzida αSyn humana recombinante e purificado Δ9THCA por HPLC, avaliando-se por dicroísmo circular (CD) o efeito deste composto na estrutura secundária da proteína. Como a produção de aSyn é um processo moroso, começámos por testar a hipótese do Δ9THCA interaccionar com uma proteína adquirida comercialmente, a BSA. Os resultados mostraram que o Δ9THCA estabiliza a BSA e aumenta o seu conteúdo em hélice-α. No caso da αSyn, verificou-se uma redução consistente da fração desordenada (de ~0,43 para ~0,31), indicando uma modulação conformacional discreta, mas mensurável, mantida durante pelo menos 24 horas. Apesar de não induzir a formação de estruturas rigidamente definidas, o Δ9THCA parece alterar a flexibilidade conformacional da αSyn, podendo alterar a sua tendência para agregação. Este trabalho sugere que o Δ9THCA pode interferir com o estado estrutural da αSyn, justificando investigações adicionais sobre o seu impacto na agregação proteica e em modelos celulares. Os resultados contribuem também para o debate científico e legal sobre o potencial terapêutico dos canabinoides na DP, cuja aplicação clínica futura requer validação adicional in vitro, in vivo e em contexto clínico.
