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- Investigation and application of the Rust programming language in spacecraft embedded softwarePublication . Lopes, Carolina Batista Veríssimo; Pereira, Francisco José BatistaA linguagem de programação Rust tem ganho destaque no desenvolvimento de sistemas críticos devido à sua abordagem inovadora para garantir segurança e eficiência na gestão de memória. Em contraste, linguagens tradicionais como C e C++ continuam amplamente utilizadas neste domínio, apesar de introduzirem riscos associados à gestão manual de recursos e à ocorrência de vulnerabilidades de segurança. No setor espacial, onde os requisitos de fiabilidade e conformidade são especialmente rigorosos, estas limitações tornam-se particularmente relevantes. Este trabalho insere-se num estudo pioneiro realizado em colaboração com a Critical Software, tendo como objetivo avaliar a viabilidade da adoção de Rust no contexto espacial. Para tal, foi analisada a arquitetura da plataforma Karvel, um on-board software modular desenvolvido em C, e foi implementado o seu módulo de gestão de memória em Rust, totalmente integrado com os restantes módulos escritos em C. Através desta abordagem, foi possível realizar uma análise comparativa entre as duas versões, considerando métricas como número de linhas de código, complexidade, desempenho e consumo de memória. Os resultados obtidos permitem identificar vantagens e desafios na utilização de Rust em sistemas críticos, contribuindo para fundamentar futuras decisões de adoção tecnológica na indústria espacial e reforçando a investigação sobre o papel das linguagens de programação seguras neste setor.
- O jornalismo e o processo de hibridização das fronteiras profissionais nos media: o caso “Porto Canal”Publication . Melo, Raquel Alexandra Gonçalves; Patrão,, Carla Susana Ribeiro; Graça,, Sara Soares de MeirelesNesta primeira metade do século XXI, em pleno paradigma digital e estado de mutação dos media, aplicam-se neste trabalho os conceitos de comunicação e informação para a análise do exercício profissional do jornalismo que aqui permanece entendido enquanto uma forma de conhecimento do quotidiano. E necessariamente diferente do mundo do ‘marketing’; da ‘publicidade’ ou das ‘relações públicas’ nos seus valores de referência que estão baseados no cumprimento da exigência pública no direito a saber, em bem comum e imaterial. Integrei o centro de produção de conteúdos do Porto Canal no Dragão Arena, um espaço diferente do centro de produção da estação de televisão por cabo instalado na Senhora da Hora, a sede do canal. Ambos são constituídos por jornalistas detentores de carteira profissional, mas a apropriação de formatos e géneros jornalísticos no Dragão Arena acompanha a estratégia comunicacional e de promoção do Futebol Clube do Porto. Esta realidade mobilizou séries interrogações na minha vida de aprendiz de jornalismo que o continua a entender (e praticar) em respeito pelos seus princípios fundamentais de liberdade, autonomia e independência. Ao longo deste relatório de estágio curricular questiono-me, em permanência, se existe jornalismo no interesse próprio.
- Entre a aliança e a adversidade.Publication . Neves, Bruno GonçalvesNa segunda metade do século XVII, durante o reinado de Luís XIV, assistiu-se ao investimento e desenvolvimento do porto de Brest como a principal base naval no Atlântico para a Marinha francesa. A sua posição geográfica, bem como as características físicas do território, permitia-lhe constituir-se como base de projeção para uma eventual invasão das ilhas britânicas, mas também como ponto de apoio logístico para uma força naval permanente, capaz de ameaçar o comércio marítimo britânico. No século XVIII, com a Guerra da Sucessão Espanhola, e sobretudo durante a denominada Guerra dos Sete Anos, o bloqueio naval de Brest constituiu-se como um dos principais pilares da estratégia naval britânica, forçando os navios franceses a manterem-se no porto, permitindo à Royal Navy a iniciativa e o uso do mar, essenciais para garantir a segurança das ilhas britânicas, da navegação e do comércio marítimo. Com o rebentar da guerra contra a França Revolucionária, em 1793, o bloqueio de Brest e o controlo da navegação no canal da Mancha e mares adjacentes às ilhas britânicas voltou a ser uma prioridade para a Royal Navy. A Coroa Portuguesa foi então chamada a colaborar com a Grã-Bretanha, no quadro da aliança luso-britânica, sendo solicitado o reforço das forças navais britânicas no Mediterrâneo, sob o comando do Almirante Hood. Por iniciativa e insistência do seu Ministro da Marinha, D. Martinho de Melo e Castro, a Coroa Portuguesa entendeu que a futura esquadra de auxílio, a ser constituída pelas principais unidades navais da Armada Portuguesa, deveria antes atuar no Atlântico, bloqueando os portos franceses como Brest e Rochefort, de onde poderiam sair os navios que colocariam em risco o litoral continental português, ilhas atlânticas e, sobretudo, os portos do Brasil, como havia sucedido nos dois anteriores grandes conflitos daquele século. A partir de meados de 1793, até ao início de 1795, os navios portugueses da chamada Esquadra de Auxílio a Inglaterra, ou simplesmente Esquadra do Canal, foram sujeitos às maiores provações, resultantes da constante variação de ventos e frequentes tempestades, obrigando a procurar proteção nos portos e fundeadouros da costa sudoeste britânica. Mas, também aqui encontravam frequentes ameaças, pois fortes correntes, baixios e outros perigos, ou simplesmente o erro ao falhar a correta aproximação a terra, acabavam por provocar a perda de navios por encalhe e naufrágio, como sucedeu com a fragata portuguesa São Rafael, em 31 de agosto de 1794, nos baixios à entrada do Solent, o canal da Ilha de Wight. Com a presente comunicação pretende-se identificar os principais desafios que a navegação no canal da Mancha representava para os navios da esquadra portuguesa, bem como caracterizar a sua ação e opções tomadas de acordo com os mesmos.
- “CRESCER SAUDÁVEL E EM MOVIMENTO”Publication . Almeida, Inês Lopes de; Faria, AnaO presente Relatório Final insere-se no âmbito do Mestrado em Educação Pré- Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e tem como finalidade refletir sobre o percurso de formação e as experiências vividas ao longo das Práticas de Ensino Supervisionadas nas duas valências, bem como apresentar o estudo de investigação-ação desenvolvido. Este relatório reúne a dimensão prática e a investigativa, mostrando o percurso de formação e a forma como a teoria se foi transformando em prática ao longo da experiência. As Práticas de Ensino Supervisionadas decorreram em contextos distintos, Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, e permitiram desenvolver competências essenciais para a intervenção pedagógica, através da observação, da planificação, da implementação e da avaliação de atividades educativas ajustadas às características e necessidades de cada grupo. No estágio em Educação Pré-Escolar, surgiu a necessidade de intervir sobre a ausência de hábitos de vida saudáveis observada no grupo de crianças, o que originou o projeto intitulado “Crescer Saudável e em Movimento”. Este projeto teve como objetivo promover práticas relacionadas com a alimentação equilibrada, a atividade física e o bem-estar, reconhecendo a importância de trabalhar estas dimensões desde a infância. O projeto levado a cabo permitiu a realização de um estudo baseado numa metodologia de investigação- ação, privilegiando a observação, as entrevistas e os inquéritos por questionários enquanto instrumentos de recolha de dados envolvendo crianças, educadoras de infância e encarregados de educação. Os resultados obtidos demonstraram que as crianças revelaram maior interesse pelos temas ligados à saúde, adotando atitudes mais conscientes sobre o corpo, o movimento e a alimentação. O estudo realizado permitiu ainda reforçar o papel da escola e do educador na criação de oportunidades pedagógicas que promovam a educação para a saúde, numa perspectiva preventiva e promotora de bem-estar, assim como o papel do educador na criação de oportunidades pedagógicas que incluam a educação para a saúde e contribuam para a formação de cidadãos mais conscientes, responsáveis e autónomos.
