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- Da integração e aceitação à inclusão na comunidade. Promoção da autonomia de pessoas com deficiênciaPublication . Ramilo, Margarida Mota; Mendes, ElisabeteA inclusão de pessoas com deficiência exige, muitas vezes, uma reestruturação física, psicológica e profissional, regulada por uma intervenção multidisciplinar focada na habilitação de capacidades e desenvolvimento de novas competências. Este processo garante condições que contribuem para a adaptação social do indivíduo. A investigação adotou uma abordagem qualitativa, através da realização de estudo de casos múltiplos, usando como instrumento de recolha de dados, entrevistas semiestruturadas, baseadas no método “histórias de vida”, permitindo explorar a inclusão social e autonomia das pessoas com deficiência intelectual, bem como o impacto da sua participação na comunidade e na sua qualidade de vida. O estudo contou com a participação direta de cinco pessoas com perturbação do desenvolvimento intelectual e problemas de saúde mental associados, configurando casos de diagnóstico duplo. Apesar das diferenças nos seus contextos de vida, necessidades, capacidades e aspirações, todos partilhavam o objetivo comum de alcançar a inclusão comunitária, a sua autonomia e independência pessoal. Foram também entrevistados cinco participantes indiretos, envolvidos no quotidiano dos participantes diretos, envolvidos no apoio à autonomia e inclusão dos adultos estudados. Os resultados evidenciaram que a autonomia e inclusão de pessoas com deficiência são viáveis, desde que apoiadas por um conjunto de fatores interligados, nomeadamente, políticas públicas eficazes, educação inclusiva, suporte social, emocional e físico, bem como atitudes positivas da comunidade e dos serviços. Quando estes elementos se encontram alinhados, é possível criar um ambiente acessível e inclusivo, permitindo às pessoas com deficiência alcançar uma vida plena, respeitando as suas limitações, capacidades e interesses. Evidenciou-se, ainda, que são as instituições que desempenham um papel central na autonomização das pessoas com deficiência, uma vez que, no contexto familiar, faltam conhecimentos e recursos para promover a autonomia e independência pessoal de forma consistente.
