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- As diferentes técnicas de elevação do seio maxilarPublication . Audebert, Gloria Marie Véronique; Azul, António ManoApós a perda de dentes na região posterior da maxila, a remodelação óssea do rebordo alveolar acompanhada pela pneumatização do seio torna a massa óssea disponível muitas vezes insuficiente para permitir a colocação de implantes osseointegrados. Para lidar com isso, Tatum em 1977 e Summers em 1994 foram pioneiros na cirurgia de elevação do seio maxilar. Tatum através da parede lateral do seio maxilar e Summers utilizando a crista alveolar edêntula. Os últimos 30 anos mostraram que este ato clínico oferece uma solução confiável para a colocação de implantes nessas condições e ao longo destas 3 décadas novas abordagens foram sendo propostas. Estas incluem também o desenvolvimento de novos instrumentos e dispositivos inovadores. Nesta revisão narrativa, após uma recapitulação narrativa, após uma recapitulação anatômica do lugar, discutiremos as indicações e contraindicações desse procedimento cirúrgico. Em seguida, descreveremos cada etapa operatória da abordagem lateral e depois da abordagem crestal, passando pelos equipamentos e biomateriais à disposição do cirurgião-dentista. Passaremos então aos novos métodos que surgiram desde o início da elevação do seio. E, por fim, falaremos sobre possíveis alternativas para evitar a elevação do pavimento do seio.
- Complicações cardiovasculares associadas ao bruxismo do sonoPublication . Silva, Cátia Pinto da; Félix, Sérgio Antunes; Fonseca, CarlosEm 2013, segundo Lobbezoo et al. obteve-se um consenso sobre uma definição de bruxismo, assim é a atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada por apertar ou ranger dos dentes e/ou por contrair ou empurrar da mandíbula, e foi especificado como bruxismo do sono ou bruxismo de vígilia, dependendo das manifestações circadianas distintas (Lobbezoo et al., 2018). O bruxismo do sono foi referido em 2005 pela International Classification of Sleep Disorders, como atividade oral relacionada com o mesmo, caracterizada pelo ranger e apertar dos dentes durante o sono e, associado a microdespertares (Lavigne et al., 2008). No Consenso de 2018, salienta que o bruxismo pode estar associado a determinadas condições específicas, como é o Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e/ou outras alterações do sono (insónia e estados de hiper vigília) ou a sintomas como a xerostomia, sem que haja necessariamente uma relação causa-efeito (Lobbezoo et al., 2018). Uma disfunção do sistema nervoso autónomo pode estar relacionada a uma excitação durante o sono sendo causa subjacente das implicações cardiovasculares do bruxismo do sono (Zrabkowska et al., 2021). O objetivo principal desta revisão é investigar nos artigos publicados uma possível correlação entre as doenças cardiovasculares e o bruxismo do sono. Colocando-se questões como: São os pacientes com diagnóstico de bruxismo do sono com risco cardiovascular aumentado em comparação a pacientes sem bruxismo? Ou haverá necessidade de desenvolver uma nova abordagem para as consequências do bruxismo do sono? Na maioria da literatura disponível foi possível observar através de evidências um mecanismo patológico que liga o bruxismo do sono com um aumento da atividade simpática e consequentemente a um aumento da variabilidade da frequência cardíaca, do processo inflamatório, do stress oxidativo, da remodelação endotelial e dos distúrbios hormonais, levando a uma hipertensão arterial assim como a possibilidade de outras complicações cardiovasculares (Zrabkowska et al.,2021).
- Bisfosfonato e implantologiaPublication . Jouve, Dimitri Claude Rossel Marie-Bernard; Barahona, IsabelA implantologia é um tratamento recomendado em pacientes edêntulos. O seu sucesso baseia-se na estabilidade do implante associada a uma boa osteointegração, que pode ser alterada por vários fatores, nomeadamente a toma de bisfosfonatos. Os bisfosfonatos são fármacos, que diminuem a atividade osteoclástica que têm sido utilizados favoravelmente na osteointegração uma vez que inibem a reabsorção óssea. Os bisfosfonatos são utilizados no tratamento de doenças ósseas como a doença de Paget ou osteoporose (1). Os efeitos biológicos fundamentais dos bifosfonatos são a inibição da calcificação e da reabsorção óssea nestas doenças. Mas apresentam efeitos adversos como a osteonecrose dos maxilares, cujo mecanismo induzido pelos bisfosfonatos é ainda desconhecido. No entanto, existem fatores de risco já identificados. As terapêuticas de implantes dentários e os tratamentos com bisfosfonatos não são incompatíveis (2). Vários estudos demonstram que em doentes tratados com bisfosfonatos orais a colocação de implantes não aumenta a incidência de osteonecrose, dependendo da duração do tratamento. No entanto, há um aumento significativo da incidência de osteonecrose em doentes tratados com bisfosfonatos intravenosos (3).
- Aplicação do laser na medicina dentáriaPublication . Bonnet, Candice Colette; Rodrigues, Alexandra PintoA Medicina Dentária é a área das Ciências Médicas responsável pelo estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento de condições fisiopatológicas que afetam a cavidade oral, os maxilares e as estruturas associadas. Hoje em dia é essencial o Médico Dentista manter-se atualizado face à constante evolução da tecnologia, do conhecimento científico e das suas aplicações na área, com o objetivo de permitir uma prática clínica integrada e elaborar planos de tratamento multidisciplinares que podem maximizar a prevenção, o tratamento e o prognóstico das diversas condições e patologias. A tecnologia Laser foi introduzida na Medicina Dentária por Maiman, em 1960, como uma alternativa às técnicas convencionais, e oferece muitas vantagens na prática clínica. Existem vários tipos de Lasers com características físicas próprias, e o seu comprimento de onda, têm aplicação nos tecidos moles e nos tecidos duros da cavidade oral. Com efeito, ele fornece uma potência concentrada muito baixa a muito alta num ponto específico permitindo realizar tratamentos menos invasivos e mais precisos para cortar os tecidos. O uso do Laser foi aprovado como um aparelho capaz de aumentar a eficiência, a especificidade e a facilidade do tratamento dentário e tende a desenvolver-se cada vez mais nas diferentes áreas da Medicina Dentária.
- Estudo da biocompatibilidade de materiais restauradores bioativosPublication . Dallée, Gaëtan; Barahona, Isabel; Carpinteiro, InêsIntrodução: A reabilitação de um dente parcialmente fraturado ou cariado deve implicar a utilização de um material de restauração. Todos os anos vários novos materiais aparecem no mercado. De facto, a última novidade são os materiais bioativos. Os estudos de biocompatibilidade destes materiais são raros ou inexistentes na literatura científica. A importância da realização de testes de biocompatibilidade é garantir a segurança destes novos materiais na prática clínica. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar o nível de citotoxicidade in vitro de diferentes materiais bioativos em fibroblastos de rato 3T3. Os materiais bioativos estudados foram o Activa BioActive RestorativeTM, que é classificado como um cimento de ionómero de vidro modificado por resina, e o Cention Forte®, que se assemelha a um compósito. Em paralelo, foram testados dois materiais como referência de classe similar, o Photac Fil Quick AplicapTM e o Filtek Z250TM respetivamente. Métodos: Para realizar este estudo, os materiais foram preparados seguindo rigorosamente as instruções do fabricante. Os materiais foram colocados durante 24 horas e 1 semana em meio de cultura celular, a fim de obter extratos. Foram utilizadas várias concentrações de 100%, 75%, 50%, 25% e 10% dos extratos para avaliar o efeito nos fibroblastos. Resultados: Os resultados dos testes MTT mostram que os extratos concentrados de resinas 100% e 75%, do Activa e as concentrações de 100%, 75% e 50% dos extratos do Photac e do Cention induzem uma diminuição da viabilidade celular. Apenas o Filtek Z 250 não apresentou citotoxicidade, mesmo nas concentrações mais elevadas. Conclusão: Os extratos concentrados de resinas testados de Ativa, Photac e Cention são citotóxicos, nas concentrações mais elevadas, provavelmente devido aos constituintes libertados e/ou alterações do pH do meio. Apenas o Filtek Z250 apresentou resultados que o qualificam como biocompatível com todas as concentrações testadas.
- Violência identificada pelo médico dentistaPublication . Santos, Adriana Conceição dos; Fernandes, Eduardo Barros; Antunes-Ferreira, NathalieA violência doméstica é um problema grave que afeta mulheres, crianças e idosos em todo o mundo. A pandemia de COVID-19 piorou essa situação, uma vez que as vítimas foram obrigadas a ficar confinadas em casa, aumentando o risco de abusos. As Nações Unidas recomendaram aumentar os investimentos em organizações sociais para lidar com a violência doméstica durante a pandemia. A conscientização da sociedade em relação a esse problema também é essencial para que cada pessoa se sinta responsável por denunciar e reduzir a violência, independentemente de sua forma. Os médicos dentistas desempenham um papel crucial na identificação e denúncia de casos de violência interpessoal. Eles podem detetar sinais de abuso, pois muitas vezes as lesões ocorrem na cabeça, face e pescoço. A medicina dentária forense é importante para identificar e analisar as marcas de violência, contribuindo para a resolução desses crimes. No entanto, é necessário investir mais na formação dos médicos dentistas nessa área e garantir que a legislação favoreça sua intervenção nos casos de violência doméstica. A violência doméstica é uma questão preocupante e urgente, que exige uma abordagem abrangente e colaborativa. O papel dos médicos dentistas como observadores e denunciantes pode contribuir significativamente para a identificação precoce e o combate a essa forma de violência. Investimentos em treinamento, suporte institucional e legislação adequada são fundamentais para fortalecer o envolvimento desses profissionais na luta contra a violência interpessoal e na proteção das vítimas. A DGS disponibiliza orientações para esse tipo de atendimento, mantendo diretrizes atualizadas e de fácil compreensão em seus arquivos online. Isso permite que os dentistas se mantenham informados e colaborem com outros profissionais de saúde, fornecendo o suporte necessário às vítimas.
- Abordagem do paciente epilético no contexto médico-dentárioPublication . Fernandes, Catarina Alexandra Trevas Madaleno; Laranjeira, NunoA constante evolução científica na área da neurologia, permitiu definir a epilepsia como uma doença cerebral de caráter crónico, não transmissível, que pode afetar qualquer faixa etária (Allcoot et al., 2017). Esta disfunção do Sistema Nervoso Central, pode ter diversas etiologias e caracteriza-se pela predisposição a um vasto espectro de manifestações recorrentes, súbitas e involuntárias, figurando, no seu extremo, as crises convulsivas tónico-clónicas generalizadas (Allcoot et al., 2017; Fisher et al., 2017). No âmbito da Medicina Dentária, é fundamental a elaboração de uma história clínica completa a fim de conhecer os antecedentes médicos, a terapêutica atual e outras informações relacionadas com a doença epilética, isto é, se a doença está controlada, data do último episódio, triggers identificados, etc. É no exame objetivo que muitas vezes o médico dentista deteta complicações orais relacionadas com a terapêutica anticomicial, como são exemplos a hiperplasia gengival e periodontal, a hipossialia e xerostomia, as lesões de cárie dentária, a erosão dentária intrínseca, a candidíase oral e os traumatismos orofaciais decorrentes de crises epiléticas (Baumgarten & Cancino, 2016). É importante que o médico dentista saiba identificar as principais interações medicamentosas com outros fármacos da família dos antibióticos, antifúngicos, analgésicos, anti-inflamatórios e corticosteroides que possa ter que prescrever na sua prática clínica para, se necessário, optar por uma terapêutica alternativa (Cockburn et al., 2017; Fisk & Boyle, 2018). Devido às características clínicas da doença, é necessário ter alguns cuidados acrescidos na abordagem destes pacientes, pois, é crucial não causar stresse por este ser indutor de crises epiléticas. Deste modo, medidas de controlo de comportamento não farmacológicas e, por vezes, farmacológicas, poderão ser vantajosas permitindo um maior conforto e aderência ao tratamento médico-dentário (Spezzia, 2022). Ademais, cabe ao médico dentista deter o conhecimento, habilidade e competência necessárias para saber identificar e distinguir uma crise epilética de uma crise não epilética e ser capaz de atuar convenientemente (Rodrigues et al., 2022).
- Implicações do Covid-19 em medicina dentária : uma abordagem multidisciplinarPublication . Suárez, Ana Yoleida Acevedo de; Evangelista, José GrilloA infeção por um novo tipo de coronavírus, o SARS-CoV-2 responsável pela doença chamada doença COVID-19, foi descrita pela primeira vez em dezembro de 2019, e até o mês de abril do 2023 a OMS contabilizo globalmente 764.474.387 casos confirmados e 6.915.286 mortos. O SARS-CoV-2 tem características de coronavírus humanos anteriores, com semelhanças genómicas próximas ao SARS-CoV, o vírus que causa a doença SARS. Ambos, são transmitidos pela inalação de gotículas e interação com superfícies contaminadas e compartilham dentro de sua patogenia a responsabilidade da enzima ACE2, que está presente nas células da mucosa oral, epitélio ductal das glândulas salivares, vias respiratórias entre outros tecidos. As manifestações orofaciais mais comuns foram lesões ulcerativas, lesões vesiculo/bolhosas/maculares e sialadenite aguda da glândula parótida (parotidite). Apresentam-se complicações orais, que dependem do estado de saúde do paciente e comorbilidades presentes, assim como a sua relação aos diferentes tratamentos médicos, incluindo medicamentos e medidas intra-hospitalares. De relevância clínica estão incluídas infeções oportunistas tanto fúngicas quanto bacterianas. Também é importante, saber o impacto desta Pandemia nas diferentes especialidades da Medicina Dentária, ao nível da incidência, evolução das doenças e nas modificações do padrão da consulta e tratamentos. Com esta dissertação, através de uma revisão da literatura, pretende-se apresentar uma abordagem multidisciplinar, sobre o COVID 19, a suas manifestações orais, sequelas durante e após a infeção, complicações intra-hospitalares e medicamentosas na cavidade oral, assim como o impacto nas diferentes especialidades da Medicina Dentária. Será realizada uma pesquisa dos últimos 4 anos e os motores de busca online serão PubMed, Scielo, Cochrane, Google Académico, Medline, etc. Serão incluídos artigos de revisão, estudo de casos, revisões sistemáticos e de metanálise, em português, inglês e espanhol.
- O tratamento ortodôntico e a cárie dentáriaPublication . Pinheiro, Andrea Oliva; Antunes, Júlia RibeiroNas últimas décadas a ortodontia deparou-se com novos métodos de diagnósticos, variedade de materiais e diferentes modalidades de tratamentos incorporadas na prática ortodôntica, resultando na melhoria do tratamento. Contudo, o uso destes aparelhos provocam o aumento do risco do desenvolvimento de cárie, devido ao longo tempo dos procedimentos e à dificuldade da correta higienização das superfícies dentárias. Ingestão de alimentos açucarados associados a falta de higiene oral, resulta num desequilíbrio do curso de desmineralização e remineralização do esmalte dentário, que favorecendo a instalação da cárie dentária. As lesões de desmineralização na superfície lisa do esmalte podem ser detetadas a olho nu, e ser definidas como “white spot lesion” (WSL). Vários fatores contribuem para a sua formação durante o tratamento ortodôntico, entre eles: a placa bacteriana, hidratos de carbono e superfície dentária suscetível, além disso, fatores salivares, como fluxo salivar e composição da saliva, apresentam um impacto na incidência. Na presença de aparatologia ortodôntica, o biofilme dentário tem natureza modificada, o que ocasiona um crescimento de Streptococos e Lactobacilos. O Streptococos mutans é o microrganismo que apresenta maior relevância no desenvolvimento da cárie, pela formação de ácidos e polissacarídeos extracelulares. Uso de fluoretos, vernizes e dentifrícios fluoretados, são tratamentos utilizados para reverter este quadro clínico, além da motivação do paciente e orientação do ortodontista para uma higienização adequada. Neste trabalho foi realizada uma revisão de narrativa através de dados que abordaram a importância da prevenção da cárie dentária durante o tratamento ortodôntico, analisando os fatores de riscos e seus mecanismos de desenvolvimento.
- O interesse da fibrina rica em plaquetas na medicina dentáriaPublication . Drieux, Capucine Annie Camille; Laranjeira, NunoA evolução da medicina dentária ao longo dos anos levou ao desenvolvimento de novos protocolos de tratamento. Desenvolvida no início dos anos 2000 após as colas de fibrina e o plasma rico em plaquetas (PRP), a fibrina rica em plaquetas (PRF) é baseada no uso do sangue autólogo do paciente, para obter um concentrado de plaquetas ricas em fatores de crescimento biocompatível. As plaquetas são fragmentos sanguíneas essenciais para a coagulação, mas também desempenham um papel crucial na regeneração e cicatrização dos tecidos. O uso da tecnologia da fibrina rica em plaquetas demonstrou ao longo dos anos, a sua capacidade de ser utilizada em uma ampla variedade de procedimentos dentários, devido às suas propriedades regenerativas, baixo custo, risco reduzido de contaminação e redução dos efeitos pós-operatórios. É principalmente utilizado para acelerar a cicatrização e a regeneração óssea e tecidual, especialmente em casos de implantologia, periodontia, cirurgia oral, bem como em casos de endodontia e patologia oral. O objetivo deste trabalho é apresentar, em uma revisão narrativa, o interesse da fibrina rica em plaquetas nas diferentes especialidades da medicina dentária. Uma pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, Google Scholar, Cochrane, Science Direct e Web of Science. Foram consideradas publicações científicas publicadas entre 2000 e o primeiro semestre de 2023.
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