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- A condição de idoso antigo combatente: relatos de vida, vulnerabilidades e processos de reconhecimento públicoPublication . Correia, Dulce da Purificação Sardinha Pereira; Dionísio, Bruno Miguel de AlmeidaHoje, grande parte dos homens portugueses com 65 ou mais anos têm uma história de vida associada à Guerra Colonial, tendo experienciado episódios em palcos de guerra, em muitos casos traumatizantes, os quais são sentidos e interpretados de forma diferenciada. Sendo o processo de envelhecimento heterogéneo e dependendo ele não só dos aspetos genéticos e fisiológicos, mas também de todo o percurso vivencial e psicossocial, pretendeu-se através deste estudo obter um conhecimento dos significados e relevância da experiência em Guerra, nos antigos combatentes, com o objetivo de saber como estes idosos vivenciam a sua condição de vida marcada pela guerra, captando desta forma as suas representações face às marcas visíveis ou silenciadas e a necessidade de reconhecimento político e social. O estudo pretendeu ainda dar conta do trabalho institucional que a Liga dos Combatentes tem vindo a desenvolver, no sentido de intervir no apoio ao idoso antigo combatente, em situação de vulnerabilidade, no campo da saúde e da solidariedade social. Foram realizadas entrevistas aprofundadas a doze idosos, baseadas na técnica de relato de vida, selecionando-se antigos combatentes com perfis diferenciados e duas entrevistas a técnicos dos Centros de Apoio Médico, Psicológico e Social (CAMPS). Procedeu-se à recolha e análise de documentação sobre a problemática em torno do envelhecimento da população portuguesa e, em particular, ao idoso combatente da guerra colonial, com especial relevo sobre as questões legislativas relacionadas com as medidas acionadas pelo Estado Português no apoio a esta população. O mesmo foi realizado no que se refere à génese da Liga dos Combatentes e, designadamente ao trabalho desenvolvido na atualidade no acompanhamento clínico e social ao combatente. Foi possível concluir que para os sujeitos entrevistados a experiência de guerra foi penosa para todos, quem participou na guerra não voltou o mesmo e o reconhecimento da Nação tem sido pouco ou nenhum para os que nela participaram. Contudo, apesar dos episódios marcantes e dramáticos que viveram, esse período acabou por constituir um fator de crescimento pessoal, promovendo uma maior consciencialização social e política, tornando-os mais reflexivos e proativos em relação à sua condição social. No que respeita à intervenção Institucional, reconhece-se o papel fundamental que a Liga dos Combatentes tem na proteção ao combatente, através da criação de respostas de ação concretas e adequadas a cada caso, promovendo assim um maior bem-estar social e psicológico do idoso, na condição de antigo combatente, baseando todo o seu trabalho numa relação de confiança, atenção e respeito pela pessoa.
- Os riscos psicossociais nos tripulantes da aviação comercialPublication . Branco, Ana Paula Matias Rodrigues; Dias, DianaResumo Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (AESST, 2014.), os riscos psicossociais dizem respeito ao desenho do trabalho, à sua organização e gestão, assim como, aos contextos sociais e ambientais capazes de causar danos físicos, sociais ou psicológicos nos trabalhadores. A personalidade de cada um, o relacionamento interpessoal, assim como a gestão distinta das emoções e do tempo, faz com que haja diferentes perceções dos riscos psicossociais. Sabendo que a saúde e o bem-estar de todos são necessários para que as empresas tenham sucesso, é importante salvaguardar os riscos psicossociais nas empresas. Este estudo tem como finalidade identificar, a prevalecência de riscos psicossociais nos tripulantes de cabine de uma companhia aérea nacional, onde participaram 128 tripulantes. Há vários questionários para se estudar os riscos psicossociais nas organizações, neste trabalho foi utilizado o questionário Decore, que se baseia em quatro dimensões: o apoio organizacional, as exigências-cognitivas, o controlo e as recompensas. Estas dimensões foram cruzadas com os dados sociodemográficos para verificar a perceção dos trabalhadores sobre os riscos psicossociais. Concluímos que as mulheres tripulantes de cabine apresentam uma perceção de risco superior aos homens no apoio organizacional, nas recompensas e quando abordado o índice global de risco. Relativamente ao apoio organizacional, os tripulantes de cabine com um contrato de trabalho efetivo revelaram estar mais expostos a este risco do que os eventuais. Verificou-se também que há uma relação positiva entre o tempo na empresa e a perceção do controlo no trabalho, isto é, à medida que os participantes vão tendo mais tempo de empresa, a perceção que têm do controlo também aumenta.
- Gestores de topo em empresas multinacionais e internacionais em PortugalPublication . Malafaia, Miguel Pedro Henriques; Dias, DianaResumo Esta investigação partiu de uma reflexão sobre a importância para a gestão da personalidade, das competências e da cultura. Na tentativa de perceber no concreto da vida empresarial portuguesa como a personalidade, as competências e a cultura podem afectar a prática da gestão, fizeram-se entrevistas a gestores de topo de empresas multinacionais e internacionais que operam em Portugal, tendo-se realizado trinta e duas entrevistas. Pretende-se com esta investigação a partir do sucesso ou dificuldades evidenciadas nas entrevistas realizadas, retirar conclusões de como a personalidade, as competências e a cultura afectam os papéis desempenhados por um gestor. Os dados obtidos poderão ainda contribuir modestamente para uma reflexão dos gestores em actividade e também para um esclarecimento da geração futura de gestores no nosso país.
- AutoconhecimentoPublication . Rodrigues, Maria de Fátima Teixeira; Dias, DianaEste trabalho tem por objetivo responder ao interesse científico que tem vindo a recair sobre a inteligência emocional e o capital psicológico, em geral, e o autoconhecimento, em particular. Embora o assunto não tenha ainda sido alvo de investigações de relevo no âmbito da gestão de recursos humanos, consideramos que a investigação sobre o autoconhecimento pode ser importante para o bem-estar pessoal e para a eficiência das organizações. Para desenvolver o referencial teórico recorremos aos estudos existentes, onde verificámos um interesse crescente na compreensão do papel da IE e da sua utilidade no posto de trabalho. Existem progressos nesta área da ciência e os especialistas têm vindo a fornecer orientações para ajudar a desenvolver e implementar medidas no sentido de melhorar o ambiente ocupacional e profissional. (Zeidner, M., Matthews, G. e Roberts, R. D., 2004; Rosete, D. &, Ciarrochi, J. 2005). Bar-On, R., com «o manual para profissionais» e o «teste de inteligência emocional» (2002) enfatizou a importância da IE tanto na educação das crianças como no campo laboral. (PsycINFO, Banco de Dados Record (c), 2012). Do mesmo modo, pelo seu trabalho nesta área, Mayer e Salovey são referências incontornáveis ao nosso estudo. Na análise utilizámos os dados empíricos de um estudo que está a ser realizado no âmbito da Inteligência Emocional e que visa, numa primeira fase, a validação do questionário inédito, que foi concebido e está a ser desenvolvido, para, numa segunda fase, se tornar um instrumento de trabalho no âmbito da consultadoria em GRH. Para a análise adotámos a abordagem de tipo quantitativo, baseada numa amostra de resposta espontânea, obtida por um instrumento de recolha de dados disponibilizado nas redes sociais (nomeadamente Facebook e LinkedIn), fazendo uso de uma base de dados de contactos institucionais. No fim do estudo concluímos que, embora a literatura indique a existência de uma relação entre o autoconhecimento, a inteligência emocional e o desempenho (Guerreiro, 2013) e, nesta pesquisa os dados indiciem também a existência de uma relação positiva com o género, idade e escolaridade, as diferenças não são estatisticamente significativas.
- Como é que as pessoas geram energia durante o dia de trabalho?Publication . Fontoura, Ana Filipa Serra; Cunha, João Vieira daO presente trabalho de investigação estuda de que forma é que as pessoas que trabalham em ambiente de escritório geram energia psicológica durante o dia de trabalho para dar resposta às exigências inerentes da sua função e à possível sobrecarga de trabalho de que são alvo, tendo em conta que iniciam o dia de trabalho com um nível de energia que vai sendo gasto e ,que acaba por não ser suficiente para lidar com essas exigências, havendo assim uma necessidade de reposição. Este trabalho procura assim saber, mais especificamente, quais são as práticas desenvolvidas que levam a essa reposição de energia e quais as situações que originam essa necessidade de reposição de energia. Para tal foram utilizados dados primários e dados secundários obtidos através de entrevistas semi-estruturadas das quais resultou informação qualitativa que foi codificada de forma a aferir quais aos diferentes tipos de práticas desenvolvidas pelas pessoas durante o dia de trabalho para gerar e repor energia, bem como as situações que originam a necessidade de repor essa energia. Desta forma foi possível perceber que é possível gerar energia durante o dia de trabalho e não só durante os tempos de descanso, através de um conjunto de práticas. Foi também possível perceber que durante o dia de trabalho existem antecedentes diretamente relacionados com o trabalho que faz com que as pessoas percam energia mas também existem antecedentes no contexto de trabalho, que, não estando diretamente relacionado com este, também fazem com que as pessoas percam energia e por isso sintam uma necessidade de gerar energia. Para além disso, o próprio contexto de trabalho, para além de tirar energia, também pode dar energia, através de situações que fazem com que as pessoas ganhem energia sem terem efetivamente necessidade de gerar energia e sem terem, por conseguinte, desenvolvido nenhuma atividade que tenha esse objetivo.
