Percorrer por autor "Ribeiro, Ana Margarida Branco"
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- O cuidar do enfermeiro obstetra à puérpera e recém-nascido após a alta precocePublication . Ribeiro, Ana Margarida Branco; Presado, Maria Helena de Carvalho ValenteA elaboração deste Relatório de Estágio pretende demonstrar todo o percurso de aprendizagem desenvolvido durante a Unidade Curricular de Estágio com Relatório, integrado no Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia. No processo de aprendizagem para o desenvolvimento de competências; científica, técnica e humana para o cuidar de enfermagem especializado, priviligiei a prática baseada na evidência e a reflexão crítica da prática clínica baseada na Teoria dos Cuidados de Kristen Swanson. O conceito de alta precoce após o parto não é consensual, mas é considerada benéfica para a tríade. Perante a tendência em reduzir o tempo de internamento após o nascimento, acentuado pelo contexto pandémico, surge uma maior necessidade de cuidados especializados nos primeiros dias após a alta hospitalar, atendendo que nesta fase é importante avaliar o estado de saúde da mulher, do recém-nascido, bem como a adaptação da díade/tríade ao seu novo papel, de modo a facilitar o desenvolvimento de competências parentais. Como metodologia de eleição foi desenvolvida uma Scoping Review, segundo as orientações do Joanna Briggs Institute, com a finalidade de análisar a evidência científica disponível sobre “O Cuidar do Enfermeiro Obstetra à Puérpera e Recém nascido após a Alta Precoce”. A pesquisa foi realizada na plataforma EBSCO, nas bases de dados MEDLINE Complete, CINAHL Complete e Cochrane Database of Systematic Reviews. Realizaram-se entrevistas telefónicas, após 24 horas da alta hospitalar, a 26 puérperas com alta precoce no sentido de compreender as dificuldades e a satisfação da mulher e família após a alta. Conclui-se que a alta precoce é motivo de satisfação para as mulheres/famílias, tendo se considerado ser benéfico regressar ao ambiente familiar, mais tranquilo, confortável, com maior interação do pai e outros apoios familiares. O hospital teve um ganho médio de 20 horas por puérpera, com implicações na gestão de camas e nos custos relacionados com o internamento. Importa investir na alta precoce e na articulação e continuidade de cuidados.
