Browsing by Author "Peru, Joey"
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- Estudo comparativo da autoestima e qualidade de vida em pacientes tratados com ortodontia fixa em relação aos tratados com alinhadoresPublication . Peru, Joey; Castro, Elisa Kern de; Félix, Catarina GomesIntrodução: Nos últimos anos, a ortodontia tem evoluído não só em termos de eficácia clínica, mas também na atenção prestada ao bem-estar e à perceção subjetiva dos pacientes. A crescente procura por alternativas mais discretas e confortáveis contribuiu para a popularização dos alinhadores transparentes como opção aos aparelhos ortodônticos fixos tradicionais. Neste contexto, torna-se relevante compreender o impacto destes dispositivos na qualidade de vida relacionada com a saúde oral e na autoestima, dois aspetos centrais numa abordagem terapêutica centrada no paciente. Objetivo: Este estudo tem como objetivo comparar a qualidade de vida relacionada com a saúde oral (QVRSO) e a autoestima de pacientes com mais de 16 anos, tratados com alinhadores transparentes ou aparelhos ortodônticos fixos, tendo em conta um mínimo de três meses de tratamento. Métodos: Foi realizado um estudo transversal com pacientes com mais de 16 anos, atualmente em tratamento ortodôntico. A QVRSO foi avaliada através do questionário OHIP-14, e a autoestima foi medida com a escala de Rosenberg. Os resultados foram comparados entre os dois grupos (alinhadores vs. aparelhos fixos) utilizando testes estatísticos apropriados. Resultados: Os pacientes tratados com alinhadores apresentaram pontuações significativamente inferiores em várias dimensões do OHIP-14, nomeadamente dor física, desconforto psicológico, incapacidade física e desvantagem, refletindo uma melhor perceção da qualidade de vida. Não se observaram diferenças significativas relativamente à autoestima, nem quanto às limitações funcionais, incapacidade psicológica ou incapacidade social. Conclusão: O tratamento com alinhadores parece estar associado a uma melhor qualidade de vida relacionada com a saúde oral nos pacientes em tratamento, especialmente nos domínios funcional e emocional. A autoestima, por outro lado, não parece ser influenciada pelo tipo de aparelho utilizado, o que sugere a necessidade de ferramentas de avaliação mais específicas quanto ao impacto estético do tratamento ortodôntico. Estes resultados incentivam uma abordagem terapêutica centrada na experiência do paciente.
