Percorrer por autor "Pardal, Mariana Fernandes"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Prevalência de Dirofilariose Canina (Dirofilaria immitis) na Região Centro de Portugal. Um risco para a Saúde Pública?Publication . Pardal, Mariana Fernandes; Figueira, Ana Catarina Pais dos SantosA Dirofilariose causada por um nemátode da espécie Dirofilaria immitis é uma doença parasitária cardiopulmonar, que tem como vetores mosquitos dos géneros: Culex, Aedes e Anopheles para completar o seu ciclo de vida. Os canídeos são os principais hospedeiros definitivos podendo ser infetados por formas larvares do parasita, transmitidas aquando da alimentação de um dos mosquitos, mas, outras espécies animais também podem ser infetadas pelo parasita, como os felídeos e humanos. D.immitis continua a disseminar-se e a instalar-se em zonas consideradas não endémicas, sendo Portugal considerado um país enzoótico e epizoótico. No presente trabalho, realizou-se um estudo retrospetivo da prevalência de Dirofilariose no período de 2016 a 2020 em canídeos que frequentaram quatro Centros de Atendimento Médico-Veterinários, da Região Centro de Portugal. A seleção dos casos foi efetuada através de uma amostragem de animais que nesse período de tempo realizaram testes de imunocromatografia para pesquisa de antigénios de Dirofilária e/ou gota fresca para pesquisa de microfilárias. As informações recolhidas basearam-se nas caraterísticas físicas dos animais, assim como no tipo de tratamento instituído e prevenção da parasitose. Verificou-se que os concelhos de Montemor-o-Velho e Figueira da Foz foram os mais afetados, possivelmente reunindo as condições necessárias para o desenvolvimento do vetor e a disseminação da doença. O método de testagem maioritariamente usado nos CAMV´s foi o teste de imunocromatografia, o recomendado pela AHS (Sociedade Americana de Dirofilariose), sendo em alguns casos complementado pela gota fresca. Em relação aos protocolos de tratamento instituídos, foram também seguidas maioritariamente as guidelines recomendadas, bem assim como os protocolos de prevenção, cuja substância utilizada preferencialmente foi a moxidectina. No entanto, continua a ser necessário evitar a disseminação generalizada desta doença pelo nosso país, minimizando o risco para a Saúde Pública e Saúde Animal.
