Percorrer por autor "Monteiro, Sara da Costa Gomes"
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- A gestão do stresse, ansiedade e/ou dor nos procedimentos invasivos em crianças com doença oncológicaPublication . Monteiro, Sara da Costa Gomes; Andrade, LuísaNo diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas, as crianças/ adolescentes são submetidos a múltiplos procedimentos invasivos, que são geradores de stresse, ansiedade e/ou dor. Os enfermeiros têm um papel fundamental no desenvolvimento de cuidados atraumáticos que minimizem as experiências negativas em pediatria. Este estudo que tem como principal objetivo conhecer a experiência dos enfermeiros na gestão do stresse, ansiedade e/ou dor nos procedimentos invasivos em crianças com doença oncológica, sendo a sua finalidade contribuir para um maior conhecimento e capacitação dos enfermeiros na promoção do conforto e gestão do stresse, ansiedade e/ou dor associada aos procedimentos invasivos em idade pediátrica. Foi desenvolvido um estudo qualitativo, descritivo e transversal, no qual participaram 11 enfermeiros a exercer funções num serviço de pediatria oncológica de dois hospitais do Norte do país. Os dados foram recolhidos através de entrevista semiestruturada e analisados segundo a técnica de análise de temática. Da análise dos dados emergiram quatro temas: Procedimentos realizados em pediatria oncológica; Desafios na Realização de Procedimentos Invasivos em Pediatria Oncológica; Estratégias de gestão de stresse, ansiedade e dor; Necessidades identificadas pelos enfermeiros. Com a realização deste estudo foi possível compreender os principais desafios que os enfermeiros enfrentam na realização de procedimentos invasivos. Os participantes identificaram fatores que afetam a forma como as crianças/adolescentes reagem aos procedimentos, tais como a faixa etária e estádio de desenvolvimento, e fatores relacionados com a presença/papel dos pais, que podem atuar como facilitadores ou dificultadores na gestão do stresse, ansiedade e/ou dor. Foram descritas várias dificuldades na implementação de cuidados atraumáticos, nomeadamente lacunas a nível de formação, e inexistência de recursos de apoio aos cuidados tais como material lúdico e dispositivos de realidade virtual. Contudo, os resultados revelam que, mesmo perante estas dificuldades, os enfermeiros conseguem utilizar inúmeras estratégias para melhorar a prestação de cuidados.
