Percorrer por autor "Mesquita, Daniel Silva"
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- Lesões musculosesqueléticas no atleta tático: Influência na capacidade operacional da Unidade Especial de PolíciaPublication . Mesquita, Daniel Silva; Monteiro, Luís F.OBJETIVO: Estudar e caraterizar a influência da taxa de incidência de lesões no desempenho ocupacional de polícias. METODOLOGIA: Cento e trinta e cinco polícias da UEP/PSP (37.22 ± 9.2 anos; IMC: 25.22 ± 2.12; 1392.33 ± 313.01 MET-minutos) preencheram o questionário online. Cinquenta e um elementos do CI/PSP e GOE/PSP (33.84 ± 7.01 anos; IMC: 25.40 ± 1.71 m; % massa gorda 13.86 ± 4.07; 5530.34 ± 3407.70 MET-minutos) participaram nos testes de terreno. O questionário foi dividido em frações sobre as temáticas: informações demográficas, prevenção e fatores potenciadores de lesões, lesões musculoesqueléticas e questionário internacional de atividade física. Os testes de terreno consistiram na realização de um circuito operacional específico da função e testes funcionais motores, nomeadamente crossover hop test, Y balance, t test, single arm seated shot put test e força de preensão manual, antes, imediatamente e 10’ após os circuitos. Nos circuitos foram controladas as variáveis: lactato (antes, 5 e 10 minutos após), perceção subjetiva de esforço, frequência cardíaca (imediatamente, 1 e 2 minutos após), tempos totais e parciais e fadiga cognitiva. Foram utilizados os métodos estatísticos Shapiro-Wilk e Levene para anormalidade e homogeneidade da amostra, ANOVA one-way; teste T de Pares com correção de Bonferroni; correlação de Pearson (r); e modelo misto da Anova a dois fatores. O nível de significância admitido foi de p <0.05 e o software utilizado foi o SPSS, versão 26. RESULTADOS: O questionário demonstrou-nos que 84% dos polícias da amostra sofreram de alguma lesão desde o ingresso na função e as lesões mais comuns foram no joelho (44%); com afetação dos tendões e ligamentos (70%); a natureza das lesões foram as inflamações (59%). O contexto onde ocorreram mais lesões foi o treino (61%) e o modo foi através de contacto com objeto (45%). Existe correlação significativa entre o total de lesões e os resultados parciais de um dos circuitos (r=0.361; p=0.046 e r=0.452; p=0.011). A média da assimetria dos dois grupos (em %) dos testes funcionais Y Balance (8.73 ± 7.54 e 6.21 ± 6.96) e Single Arm Seated Shot Put Test (15.25 ± 12.41; 11.71 ± 8.52 e 10.27 ± 6.05) foi superior aos valores de referência, apresentando os agentes risco de lesão acrescido nos pés e/ou tornozelos e ombros. CONCLUSÕES: Concluímos que o número total de lesões influenciou negativamente a capacidade operacional, está fortemente associado positivamente à idade, ao nº de horas treino físico e ocupacional. A fadiga ocupacional não teve efeitos deletérios, acréscimo do risco de lesão nos dois grupos.
