Percorrer por autor "Marques, Miguel Lopes"
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- Intervenções de saúde digital em condições músculo-esqueléticas: níveis de utilização e aceitabilidade dos utentes portuguesesPublication . Marques, Miguel Lopes; Gomes, LuísIntrodução: As condições músculo-esqueléticas (CME) representam um desafio sério à capacidade de resposta dos sistemas de saúde em Portugal e no mundo. Tendo em conta o potencial das intervenções de saúde digital (ISD) para responder a este desafio, inúmeras soluções têm sido desenvolvidas e lançadas para o mercado nos últimos anos, contudo permanecem dúvidas quanto à qualidade e capacidade destas para responder às necessidades dos utentes com CME. Objetivo: Determinar e caraterizar os níveis de utilização e aceitabilidade de ISD, e identificar barreiras e facilitadores à utilização em utentes portugueses com CME, para a avaliação, tratamento e/ou prevenção. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional transversal, com uma amostra de 102 utentes portugueses com história recente de tratamento de fisioterapia para uma CME. Foi utilizado um questionário que recolheu (1) dados sociodemográficos e clínicos, (2) níveis de utilização de ISD, (3) níveis de aceitabilidade de ISD e (4) barreiras e facilitadores à utilização de ISD. Os dados foram analisados com recurso a estatística descritiva. Resultados: A utilização de ISD foi mais predominante na documentação/ registo de informações clínicas (n=37, 36.3%), e menos no auxílio ao tratamento/ gestão (n=31, 30.4%) e avaliação de dados objetivos (n=23, 22.5%). A funcionalidade considerada mais apropriada foi o acesso direto ao processo de saúde e registos clínicos (n=88, 86.3%). As principais barreiras foram os problemas tecnológicos e reduzida literacia digital, enquanto os facilitadores se centraram na redução de despesas e adaptação das ISD aos contextos específicos. Conclusões: Apesar das funcionalidades de ISD serem consideradas aceitáveis, a sua utilização por parte dos utentes com CME é limitada. Estes resultados permitem informar o desenvolvimento de ISD ajustadas às necessidades e barreiras e facilitadores dos utentes. Futuras investigações devem envolver amostras com tamanhos mais robustos e monitorizar os níveis de utilização de ISD ao longo do tempo.
