Percorrer por autor "Marques, Beatriz Cardeira"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Caracterização da prática dos fisioterapeutas no Continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de cancro de mama em Instituições Hospitalares PortuguesasPublication . Marques, Beatriz Cardeira; Duarte, Nuno Miguel de Faria Bento; Martins, Maria Elisabete da SilvaIntrodução: Em Portugal, registaram-se 8.954 novos casos de cancro da mama (CdM) e 2.211 óbitos em 2022. Os avanços na deteção precoce do CdM aumentaram as taxas de sobrevivência, mas os sobreviventes enfrentam comorbilidades que comprometem a qualidade de vida (QdV). O Modelo de Vigilância Prospetiva (MVP), gold standard na reabilitação oncológica, visa otimizar funcionalidade e QdV através de deteção precoce de comorbilidades e intervenções personalizadas. Apesar das diretrizes internacionais, verificou-se uma escassez de dados sobre a sua implementação deste modelo no sobrevivente de CdM em Portugal. Objetivo: Caracterizar a prática dos fisioterapeutas no continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de CdM, em instituições hospitalares (IHs) portuguesas. Metodologia: Estudo descritivo de natureza transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 34 IHs. A recolha de dados foi realizada num único momento, mediante a aplicação de um questionário desenvolvido pelos autores. Este instrumento, previamente submetido a pré-teste e validado por 11 especialistas, foi estruturado em quatro secções: a primeira dedicada à caracterização das IHs e as três subsequentes centradas na caracterização da intervenção do fisioterapeuta ao longo do continuum de cuidados prestados ao sobrevivente de CdM de acordo com as fases estabelecidas no MVP. Os dados foram analisados com recurso a estatística descritiva para caracterização sociodemográfica. Resultados: O estudo incluiu 34 IHs portuguesas, das quais 88,2% pertenciam ao setor público. Verificou-se que 82,4% das IHs prestavam cuidados na fase de diagnóstico e terapias neoadjuvantes (1.ª fase), 82,4% na fase pós-cirúrgica (2.ª fase), e 91,2% na fase de terapias adjuvantes, fase prolongada/permanente de sobrevivência e nas fases de doença avançada (3.ª fase). No entanto, a presença de fisioterapeutas alocados às três fases do MVP revelou-se limitada: apenas 17,6% das IHs disponibilizavam fisioterapeutas na 1.ª fase, em contraste com 79,4% na 2.ª fase e 88,2% na 3.ª fase. Globalmente, apenas 17,6% das instituições integravam fisioterapeutas de forma transversal em todas as fases do modelo. Conclusão: Em Portugal, as IHs asseguram cuidados aos sobreviventes de CdM em consonância com as fases definidas no MVP. Contudo, persistem lacunas relevantes, nomeadamente a inexistência de Planos de Vigilância Funcional em todas as IHs, a escassa alocação de fisioterapeutas na fase inicial do percurso terapêutico, bem como a falta de sistematização na educação para as comorbilidades associadas e para a deteção precoce de disfunções. Os resultados sublinham a necessidade de implementação de protocolos padronizados e de uma abordagem verdadeiramente multidisciplinar, visando a otimização da qualidade dos cuidados prestados a esta população. Palavras-chave: Cancro da Mama; Modelo de Vigilância Prospetiva; Instituições Hospitalares; Fisioterapia; Pré- Habilitação; Reabilitação; Equipa Multidisciplinar; Comorbilidades; Linfedema; Gestão de Peso; Atividades da Vida Diária; Programa de Exercícios
