Percorrer por autor "Ivanov, Ivanel Miguel Georgiev"
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- Relação entre BOLT score, xerostomia e risco de cárie dentária : um estudo pilotoPublication . Ivanov, Ivanel Miguel Georgiev; Guerreiro, EduardoIntrodução: A respiração oral tem sido associada à xerostomia, a uma maior suscetibilidade à cárie dentária e a uma redução do fluxo salivar. O BOLT score é um indicador simples de eficiência respiratória, onde valores baixos sugerem maior sensibilidade ao dióxido de carbono e também padrões respiratórios disfuncionais. A correlação entre todas estas variáveis ainda se encontra pouco explorada na literatura. Objetivos: Avaliar a existência de correlação entre o BOLT score, a presença de xerostomia e o risco de cárie, avaliando também se valores mais baixos deste indicador, se relacionam a padrões ventilatórios disfuncionais. Materiais e Métodos: Foi utilizada uma amostra de 901 participantes provenientes do Banco de Dados de Saúde Oral da Clínica Universitária Egas Moniz, recolhidos entre 1 de janeiro a 31 de março. A esta amostra foi aplicado um estudo observacional, transversal e retrospetivo, onde foram analisados o BOLT score, os indicadores de cárie (CPOD e lesões ativas), o padrão respiratório e a xerostomia por autorrelato. Para verificar a existência de associações entre as variáveis, utilizaram-se correlações de Spearman, quiquadrado, testes de Kruskal-Wallis e regressão logística binária ajustada. Resultados: Não foi verificada nenhuma correlação entre o BOLT score e os indicadores de cárie, nem entre a xerostomia e o CPOD estimado. O resultado obtido mais relevante foi a associação entre a respiração oral ou mista e boca seca frequente (χ2 = 11,834; p < 0,001; V = 0,115). No modelo ajustado, a respiração oral ou mista foi um preditor independente de cárie ativa (OR = 1,503; IC 95% = [1,087 – 2,078]; p = 0,014). Conclusão: Foi observada uma associação estatisticamente significativa entre o padrão respiratório oral ou misto e a xerostomia, sendo assim sugerido que a disfunção respiratória influência a saúde oral. Para validar estas correlações, serão necessários e fundamentais outros estudos longitudinais futuros.
