Percorrer por autor "Fernandes, Filipe Reina"
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- A cibersegurança e as estruturas críticas: A GNR: Ciberguarda, o futuroPublication . Fernandes, Filipe ReinaNas últimas duas décadas, a Internet e o ciberespaço tiveram um impacto enorme em todos os sectores da sociedade, relacionando-se com todos os aspectos da vivência na era da Informação. Fazendo uma análise abrangente, neste momento, a nossa sociedade e o Ciberespaço são duas realidades indissociáveis. A nossa vida diária, os direitos fundamentais, as interacções sociais e as economias dependem continuamente do funcionamento das tecnologias da informação e comunicação. Com a crescente importância das Tecnologias da Informação e Comunicação em todas as esferas da sociedade, a questão da Cibersegurança assumiu uma dimensão estratégica em especial, na Segurança e Defesa Nacional. De acordo com a sua natureza e capacidade disruptiva os ciberataques podem pôr em risco as Infra-Estruturas Críticas nacionais. A protecção do Ciberespaço acarreta novos e grandes desafios e há muito por fazer, quer no plano internacional, quer nacional. Com diferentes níveis de responsabilidade, tanto a indústria, como os cidadãos e os Estados, são partes interessadas na cibersegurança como garantia dos bens jurídicos fundamentais e do regular funcionamento das instituições. Neste contexto, a atribuição de responsabilidades e competências no âmbito do Ciberespaço, entendido como uma extensão virtual do mundo real em que habitamos, deverá obedecer à mesma lógica e fundamentos que caracterizam a Segurança e a Defesa do Estado. Face ao desenvolvimento da cibercriminalidade e ao crescente número de incidentes e intrusões a sistemas de vários órgãos e instituições nacionais, as Forças de Segurança têm que proteger os seus sistemas de informação e terão ainda de prosseguir as novas políticas de Cibersegurança Internacionais e Nacionais. Relativamente à metodologia e a fim de alcançar os objectivos definidos para a investigação, principiou-se por efectuar um levantamento do Estado da Arte, recorrendo, para o efeito, à pesquisa e à análise documental em obras ligadas à temática. Simultaneamente, aplicando o método inquisitivo, procedeu-se à realização de entrevistas semi-directivas, às principais entidades que detêm o conhecimento crítico nesta área de estudo e também os responsáveis pelas diversas estruturas alvo de estudo e análise, correspondendo estes capítulos à fase analítica. No decorrer da elaboração do trabalho foi constatado que a Cibersegurança será uma das principais preocupações dos Estados neste século, em particular no que diz respeito à segurança das Infra-Estruturas Críticas de Informação. Ao longo do trabalho foi possível conhecer a vertente da Cibersegurança da Guarda e pelos testemunhos recolhidos e análise da legislação é também possível prever que será exigido à GNR adaptar-se a esta nova realidade. Esta adaptação deve ser orientada por seis objectivos, sendo eles: a Investigação e Desenvolvimento, Normalização e Certificação, Formação e Consciencialização, Alerta e Resposta a Incidentes, Combate ao Cibercrime e Protecção de Infra-Estruturas Críticas. Um grande contributo para a cibersegurança do nosso país, seria o desenvolvimento de “Programas Especiais de Polícia” ligados ao Cyber-Policing, tendo em vista a consciencialização dos cidadãos e de outros sectores público-privados sobre as diversas formas que existem para minimizar os seus efeitos. E desenvolver ainda as valências de business continuity e disaster recovery.
