Percorrer por autor "Cruz, Luís Pedro Nogueira da Silva"
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- Reabilitação e Autenticidade - Consequências no Tecido UrbanoPublication . Cruz, Luís Pedro Nogueira da Silva; Mascarenhas, Jorge; Lopes, PedroEste trabalho reflete uma abordagem mais específica que encara o conceito de reabilitação em edifícios antigos associado ao de “Autenticidade”. Na prática a reabilitação além de não se cingir aos edifícios antigos, podendo inclusive abranger outros aspetos, designadamente infraestruturas urbanas, é mais abrangente, na medida em que se traduz num conjunto de ações destinadas a tornar funcional um edifício ou conjunto urbano envolvendo frequentemente melhoramentos e como tal pode incorrer em situações que envolvem operações bastante intrusivas e, até mesmo, em “fachadismos”4, que reduzem os edifícios originais ao seu invólucro ou a parte dele. Por outro lado, tentou-se orientar o trabalho para uma perspetiva mais voltada para a reabilitação urbana entendida como uma “(…) Nova política urbana que procura a requalificação da cidade existente, mediante estratégias e ações destinadas a potenciar os valores socioeconómicos, ambientais e funcionais de determinadas áreas urbanas para elevar a qualidade de vida das populações residentes, melhorando as condições físicas do parque edificado, os níveis de habitabilidade e equipamentos comunitários, infraestruturas, instalações e espaços livres (…).”5 A abordagem é sintética e enquadra-se mais no campo analítico, de qualquer forma abrange a análise urbana desenvolvendo alguns dos estudos associados a metodologias ensaiadas em planos, que incidem em zonas antigas, influenciados pela corrente italiana que, a partir da década de sessenta do séc. XX, ao adotar esta nova forma de encarar a “cidade histórica” em contextos urbanos carregados de testemunhos culturais, transforma-se numa referência internacional, difundindo novos métodos de análise/diagnóstico que reforçam a consistência da intervenção urbana em áreas sensíveis espalhadas por vários países, que possuem um património rico mas frágil que exige um particular cuidado na sua gestão. Concludentemente, a reabilitação é aqui encarada numa perspetiva conservacionista filiada na Carta de Veneza [Carta Internacional sobre a Conservação e o Restauro de Monumentos e Sítios (1964)] e nas recomendações do ICOMOS6, referências estas, indissociáveis dos contornos que a cultura arquitetónica italiana assume nesse período.
