Percorrer por autor "Coelho, Carina Alexandra Martins"
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- Transição para a parentalidade: cuidar das famílias para a integração de um novo membroPublication . Coelho, Carina Alexandra Martins; Vilar, Ana IsabelEnquanto unidade sistémica, a família caracteriza-se por relações complexas, dinâmicas e influenciadas pelo contexto, que se ajustam continuamente às transições que marcam as diferentes fases do seu ciclo vital. A transição para a parentalidade, apesar de representar uma transição normativa no ciclo vital da família, é descrita como uma das mais desafiantes, exigindo adaptações emocionais, relacionais e estruturais para a integração do novo membro. Este relatório foi desenvolvido no âmbito das unidades curriculares de Estágio de Natureza Profissional com Relatório – Módulo I e II, do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, teve como objetivo prestar cuidados a famílias em transição para a parentalidade para a integração de um novo membro, como unidade de cuidados, bem como aos seus membros ao longo do seu ciclo vital e aos diferentes níveis de prevenção, promovendo simultaneamente a liderança e a colaboração em processos de intervenção no âmbito da Enfermagem de Saúde Familiar. Alinhado com os critérios estabelecidos no Anexo II do Regulamento n.º 428/2018 da Ordem dos Enfermeiros, assume-se que o Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na Área de Enfermagem de Saúde Familiar deve ser capaz de estabelecer uma relação terapêutica com a família, promovendo o seu funcionamento, capacitando-a ao longo do ciclo vital e nas suas transições. A prestação de cuidados foi norteada pelo Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar, que se caracteriza pela sua matriz dinâmica, flexível e interativa. Este modelo tem como referencial epistemológico o pensamento sistémico, sendo sustentado pelo Modelo Calgary de Avaliação da Família e pelo Modelo Calgary de Intervenção na Família. De forma complementar, recorreu-se à Teoria das Transições de Meleis, a qual permitiu compreender os processos de mudança experienciados pelos membros da família, orientando intervenções focadas na adaptação e na promoção da saúde ao longo das transições identificadas. No âmbito do processo de Enfermagem, foram realizadas consultas a 5 famílias, possibilitando a avaliação e a intervenção tanto familiar como individual. Para além da aplicação de técnicas de comunicação terapêutica, foram integradas técnicas de intervenção específicas e transversais, como os Rituais Terapêuticos e a Conotação Positiva, contribuindo para a reformulação de significados e a valorização das forças familiares. As intervenções implementadas resultaram em ganhos em saúde para estas famílias, fortalecendo a sua capacidade de mobilizar recursos e potenciar as suas forças. As intervenções na gestão, articulação e otimização de recursos fortaleceram a cultura organizacional baseada na formação, prática e investigação. A reflexão sobre as atividades desenvolvidas destacou a relação entre a evidência científica e o desenvolvimento de competências, cuja mobilização qualificou os cuidados à família e a saúde dos seus membros.
