Percorrer por autor "Andrewski, Killian Erwan"
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- Microdosagem de compostos psicadélicos : impactos farmacológicos, neuropsicológicos e potencial terapêuticoPublication . Andrewski, Killian Erwan; Torres, Maria Edite da Silva OliveiraA microdosagem de substâncias psicoativas, como o LSD (dietilamida do ácido lisérgico) ou a psilocibina (dos cogumelos alucinogénios), refere-se à prática de ingerir quantidades extremamente baixas dessas substâncias, frequentemente inferiores a 10% de uma dose recreativa, insuficientes para causar alucinações. Esta prática tem interesse, tanto na comunidade científica como na população em geral. Embora os efeitos dos compostos psicadélicos a nível do sistema nervoso central sejam estudados desde a década de 1950, o interesse pela microdosagem é relativamente recente, emergindo no início dos anos 2000. Os compostos psicadélicos tradicionais, como o LSD e a psilocibina, atuam principalmente como agonistas dos recetores serotoninérgicos 5-HT₂A no cérebro, que têm um papel crucial na regulação do humor, na cognição e na perceção. Em microdosagem, estas substâncias têm a capacidade de afetar os circuitos cerebrais sem provocar os estados alterados de consciência típicos de doses recreativas. Esta tese pretende explorar os mecanismos farmacológicos da microdosagem de psicoativos, com foco nos seus efeitos neurobiológicos, psicológicos e comportamentais. Será dada especial atenção à avaliação dos potenciais benefícios no tratamento de perturbações psiquiátricas, como a depressão, a ansiedade e as perturbações do humor. Relatos de utilizadores sugerem vários benefícios associados à microdosagem, incluindo melhorias no humor, com redução de sintomas de depressão e ansiedade, estimulação cognitiva, com aumento da concentração, criatividade e produtividade, e redução do stress, com melhor gestão emocional e relacional, podendo ainda oferecer apoio a pessoas que sofrem de anorexia. Além disso, algumas pesquisas indicam que os compostos psicadélicos, mesmo em doses baixas, podem promover a neuroplasticidade, incentivando o crescimento e a conectividade neuronal. Por fim, esta tese pretende incluir uma revisão de estudos clínicos recentes para fundamentar cientificamente esta prática, considerando também os riscos potenciais, os aspetos éticos e as implicações regulamentares associados ao uso de substâncias psicoativas em doses baixas.
