Percorrer por autor "Agrela, Maria Malha de"
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- Associação da má-oclusão com o padrão alimentar infantil em crianças com dentição mista : um estudo observacionalPublication . Agrela, Maria Malha de; Machado, Vanessa; Lopes, Luísa BandeiraObjetivos: Estimar a prevalência de má-oclusão em crianças com dentição mista e a sua associação com hábitos nutricionais e não-nutricionais durante os primeiros dois anos de vida. Materiais e Métodos: Este estudo observacional transversal foi aprovado pela comissão de Egas Moniz (processo número: PT-277/24) e foi realizado em crianças que frequentaram a Clínica Dentária Egas Moniz (Almada, Portugal) entre janeiro e maio de 2025. Previamente à inclusão da criança, os pais/responsáveis legais aceitaram a participação através da assinatura do consentimento informado e responderam ao questionário de auto-relatado sobre hábitos sociodemográficos, nutricionais e não-nutricionais da criança durante os primeiros dois anos de vida, bem como hábitos de higiene oral atuais. Clinicamente, a oclusão foi avaliada com base na classificação de Angle, overjet, overbite, mordida cruzada, mordida aberta, mordida em tesoura, apinhamento dentário e diastemas, em todos nos planos de referência sagital, vertical e transversal. Os dados foram analisados na plataforma de software R e a significância estatística foi definida a p< 0.05. Resultados: No total incluímos 111 participantes, a maioria do sexo feminino (50.5%), caucasianos (66.7%) e de nacionalidade portuguesa (80.2%). A maioria dos participantes foi amamentada (82.9%) e 58.6% usaram chupeta, com 40% usando-a até aos 2 anos. Uma parte das crianças desenvolveu o hábito de sucção digital (15.3%) e 5.4% mantiveram o hábito pelo menos até ao momento da observação. A prevalência de má oclusão foi de 72.1%, sendo a má oclusão de classe II a mais comum entre os participantes (33.3%). Conclusões: Este estudo apresentou uma alta prevalência de má-oclusão (72.1%), estando dentro dos valores relatados por outros estudos em faixas etárias e estadios de dentição semelhantes. O principal resultado deste estudo aponta para um potencial fator de proteção da amamentação quando não associado a hábitos de sucção não-nutritivo.
