Repository logo
 
Publication

A fragilidade social: um contributo para a compreensão da síndrome de fragilidade em pessoas idosas

dc.contributor.advisorCoelho, Tiago
dc.contributor.advisorRibeiro, Óscar
dc.contributor.authorBessa, Bruno Manuel Lopes
dc.date.accessioned2017-07-27T13:57:35Z
dc.date.available2017-07-27T13:57:35Z
dc.date.issued2017-01-30
dc.date.submitted2016-12
dc.description.abstractA fragilidade é uma síndrome clínica que se refere a um estado de vulnerabilidade aumentada a stressores endógenos e exógenos que expõe um indivíduo a um elevado risco de resultados adversos. Apesar de a maioria das suas definições focarem-se no domínio físico do funcionamento humano, cada vez mais investigadores defendem a sua natureza multidimensional. Neste âmbito, o Modelo integral de Fragilidade (MIF) destaca-se por evidenciar a sua natureza dinâmica e complexa, a qual é influenciada por determinantes de curso de vida. Objetivo: Partindo do MIF, a presente dissertação visou estudou a dimensão social da fragilidade, nomeadamente os componentes que a constituem, a sua relação com determinantes de curso de vida, e a sua relação com resultados adversos de incapacidade, qualidade de vida e utilização de serviços de saúde. Métodos: Foram realizados três estudos. O primeiro consiste numa revisão sistemática sobre componentes sociais presentes nos instrumentos de avaliação de fragilidade em estudos publicados em língua inglesa (2001-2016) na base de dados da PubMed. De seguida realizaram-se dois estudos transversais com uma amostra não probabilística de 191 idosos residentes na comunidade (68.8% mulheres; média de idades 75,8, DP=7,0). Os participantes foram avaliados por um inquérito constituído pelo Tilburg Frailty Indicator, Índice de Barthel, Escala de Lawton e Brody, EUROHIS-QOL-8, WHOQOL-OLD e por questões relativas a défices sociais e utilização de serviços de saúde. Na análise estatística realizaram-se os testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado, teste exato de Fischer, correlação de Spearman, assim como regressão múltipla hierárquica. Resultados: Dos participantes, 50.0% foram considerados frágeis. De acordo com os componentes sociais mais frequentemente usados, 76.3% não recebem suporte social suficiente, 74.1% revelam a falta de relações sociais, 67.5% vivem sozinhos, 64.9% sentem solidão e 55.6% têm baixa participação social. Enquanto a baixa frequência em atividades sociais não se mostrou associada a nenhum dos determinantes do curso de vida, à fragilidade e resultados adversos, os restantes componentes sociais mostraram diferentes associações. Conclusão: Verifica-se que existe uma relação entre défices sociais com fragilidade e resultados adversos. Corroborando o Modelo Integral de Fragilidade, a falta de relações sociais e a falta de suporte social são os factores mais relevantes. Estudos futuros devem verificar a relação de outros componentes sociais com diferentes conceptualizações de fragilidade.pt_PT
dc.identifier.tid201891409
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/18685
dc.language.isoporpt_PT
dc.subjectPessoas idosaspt_PT
dc.subjectFragilidade socialpt_PT
dc.subjectQualidade de vidapt_PT
dc.subjectIncapacidadept_PT
dc.titleA fragilidade social: um contributo para a compreensão da síndrome de fragilidade em pessoas idosaspt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.grantorInstituto Superior de Serviço Social do Porto
thesis.degree.nameMestrado em Gerontologia Socialpt_PT

Files

Original bundle
Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
Bruno Manuel Lopes Bessa.pdf
Size:
1.31 MB
Format:
Adobe Portable Document Format
License bundle
Now showing 1 - 1 of 1
No Thumbnail Available
Name:
license.txt
Size:
1.85 KB
Format:
Item-specific license agreed upon to submission
Description: