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Rádios cognitivos e alocação dinâmica de espetro

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As comunicações marítimas atuais baseiam-se em sistemas de banda estreita, tipicamente voz e dados de baixo débito, nas bandas de medium frequency (MF), high frequency (HF), e very high frequency (VHF), para dar suporte a serviços associados à segurança e socorro da navegação. O acesso a serviços de banda larga, como a Internet, faz-se exclusivamente através de Sattelite Communications (SATCOM) ou, quando a distância a terra permite, a redes móveis terrestres como a Global System for Mobile Communications (GSM) ou Long Term Evolution (LTE). A Marinha segue esta tendência tecnológica e a necessidade de recorrer ao SATCOM, para os serviços de banda larga, tem consequências na disponibilidade dos serviços e significativo impacto financeiro. Torna-se premente uma alternativa, economicamente viável e passiva de acautelar os requisitos operacionais. Contudo, o maior problema, associado à implementação de sistemas rádio, de banda larga, é a escassez de espectro. As atuais politicas de alocação estática, manifestamente ineficientes no que diz respeito à utilização do espectro, não potenciam o desenvolvimento de novos serviços, centrando-se unicamente na protecção dos incumbentes contra interferências. Apesar disso, os recentes desenvolvimentos nas áreas do processamento de sinais e das telecomunicações nomeadamente associadas ao conceito de rádios cognitivos, vêm disponibilizar tecnologias que permitem acautelar as necessidades dos incumbentes, permitindo assim revolucionar a forma como o espectro pode ser utilizado. Desta forma, é possivel criar condições para o desenvolvimento e exploração de sistemas oportunistas de banda larga, que possam constituir alternativas válidas ao SATCOM. O presente trabalho pretende apresentar uma reflexão sobre a problemática da alteração dos paradigmas da gestão do espectro e o seu impacto nos sistemas em exploração, discutindo a forma como a introdução de tecnologia baseada em rádios cognitivos pode revolucionar a Infraestrutura tecnológica da Marinha e a arquitectura de serviços operacionais.

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Palavras-chave

Rádios cognitivos; alocação dinâmica de espectro; comunicações marítimas; gestão de espectro

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