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Abstract(s)
A realização de comportamentos de autocuidado com a FAV é importante para que a
pessoa com DRC consiga identificar sinais/sintomas ou situações que comprometam o
funcionamento da FAV. Para aquisição desses comportamentos é necessário que o
enfermeiro implemente programas educativos que permitam a capacitação da pessoa, em
programa de HD, para a realização do autocuidado com a FAV. Este trabalho de
investigação foi desenhado no sentido de identificar os comportamentos de autocuidado,
de comparar a frequência desses comportamentos em centros de HD no norte de Portugal
e nos Açores, de identificar os fatores que interferem com a sua frequência e de avaliar a
eficácia de uma intervenção estruturada na frequência dos comportamentos de
autocuidado com a FAV. Foram desenvolvidos dois estudos: um prospetivo e comparativo
(Estudo 1) e outro quase-experimental (Estudo 2), nas duas regiões do país. Os
comportamentos de autocuidado foram identificados através da ECAHD-FAV. Não foram
identificadas diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos nas outras
variáveis sociodemográficas e clínicas, exceto na situação profissional, em que existiam
mais participantes reformados no norte de Portugal que nos Açores (85.4% e 50.0%,
p=0.003, respetivamente) e, quanto à transmissão da informação, os enfermeiros
estiveram menos envolvidos no grupo do norte do país que no grupo dos açoreanos (48,8%
e 77.1%, p=0.011). A frequência de comportamentos de autocuidado com a FAV pela pessoa
com DRC em HD, na primeira fase, foi equivalente tanto no continente português como no
arquipélago (80.1% e 75.8%, p=0.078, respetivamente). Os participantes continentais
apresentaram maior frequência de comportamentos de autocuidado com a FAV em
comparação com os insulares (89.6% e 77.5%, p=0.0002, respetivamente), na subescala de
gestão de sinais e sintomas. Após a implementação da IEAC-FAV (terceira fase) verificou-se
um efeito positivo nos participantes dos Açores. Constatou-se uma melhoria significativa
na frequência de comportamentos de autocuidado dos participantes, comparativamente
com o norte de Portugal (91.4% e 79.2%, p<0.001), o mesmo se verificou para as subescalas
de gestão de sinais e sintomas (94.4% e 90.1%, p=0.004) e prevenção de complicações
(89.5% e 72.7%, p<0.001). Concluiu-se que, no Estudo 1, não existiam diferenças
significativas na frequência de autocuidado com a FAV entre os dois grupos e, no Estudo 2,
a implementação da IEAC-FAV contribuiu para uma melhoria significativa da frequência de
comportamentos de autocuidado com a FAV das pessoas com DRC do centro de HD dos
Açores.
Description
Keywords
Hemodiálise Fístula arteriovenosa Autocuidado
