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Authors
Abstract(s)
O Turismo tornou-se um dos mais importantes mecanismos de construção e reprodução
e significados e atitudes sobre o passado. Os museus, em particular, tornaram-se
ferramentas importantes na formatação da memória coletiva e de narrativas históricas
dentro das práticas de produção/consumo culturais na sociedade contemporânea. Por um
lado, os museus podem ser, e frequentemente são, instituições de educação pública que
ajudam a fazer sentido do mundo. Por outro lado, por necessidade ligadas às suas práticas
discursivas e escolhas expositivas, as exposições museológicas, bem como todos os
outros produtos turísticos, têm sempre predisposições ideológicas. O que acontece, então,
quando o passado em exposição carrega características dissonantes ou está relacionado
com eventos traumáticos? Esta dissertação pretende analisar os aparatos ideológicos e
discursivos presentes em dois museus memoriais que tratam esse tipo de passado: o
Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, em Lisboa, e a Casa do Terror em Budapeste.
Aplicando a Análise Multimodal Crítica do Discurso às exposições permanentes e
adotando uma abordagem textual, a dissertação pretende identificar práticas discursivas
específicas, como papéis de agentes, omissões e evasões, entre outros, bem como as
estratégias expositivas que os criam e/ou reproduzem. Com esta análise, a dissertação
propõe-se contribuir para a discussão mais alargada sobre como os produtos turísticos se
relacionam com as práticas estabelecidas de memória social, particularmente nas
sociedades Portuguesa e Húngara
Description
Keywords
Museu Memorial Comunismo Salazarismo Memória Social
