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On the touristification of 20 th century authoritarianism

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O Turismo tornou-se um dos mais importantes mecanismos de construção e reprodução e significados e atitudes sobre o passado. Os museus, em particular, tornaram-se ferramentas importantes na formatação da memória coletiva e de narrativas históricas dentro das práticas de produção/consumo culturais na sociedade contemporânea. Por um lado, os museus podem ser, e frequentemente são, instituições de educação pública que ajudam a fazer sentido do mundo. Por outro lado, por necessidade ligadas às suas práticas discursivas e escolhas expositivas, as exposições museológicas, bem como todos os outros produtos turísticos, têm sempre predisposições ideológicas. O que acontece, então, quando o passado em exposição carrega características dissonantes ou está relacionado com eventos traumáticos? Esta dissertação pretende analisar os aparatos ideológicos e discursivos presentes em dois museus memoriais que tratam esse tipo de passado: o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, em Lisboa, e a Casa do Terror em Budapeste. Aplicando a Análise Multimodal Crítica do Discurso às exposições permanentes e adotando uma abordagem textual, a dissertação pretende identificar práticas discursivas específicas, como papéis de agentes, omissões e evasões, entre outros, bem como as estratégias expositivas que os criam e/ou reproduzem. Com esta análise, a dissertação propõe-se contribuir para a discussão mais alargada sobre como os produtos turísticos se relacionam com as práticas estabelecidas de memória social, particularmente nas sociedades Portuguesa e Húngara

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Museu Memorial Comunismo Salazarismo Memória Social

Pedagogical Context

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