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Publicação

Violência nas relações íntimas, vinculação e psicopatologia : um estudo com perpetradores adultos

dc.contributor.advisorNeves, Ana Cristina Sabino Pestana
dc.contributor.advisorAlmeida, Iris Sofia Balbino de
dc.contributor.advisorMatias, Andreia
dc.contributor.authorCâmara, Mariana de Jesus Arruda
dc.date.accessioned2026-01-20T11:02:54Z
dc.date.available2026-01-20T11:02:54Z
dc.date.issued2025-12-10
dc.descriptionDissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
dc.description.abstractA Violência nas Relações Íntimas (VRI) constitui um problema social e de saúde pública, abrangendo comportamentos físicos, psicológicos e sexuais de controlo e agressão entre parceiros íntimos. Em Portugal, é juridicamente enquadrada no artigo 152.º do Código Penal, sob a designação de violência doméstica. A partir da segunda metade do século XX, a investigação científica assinalava que a VRI era um problema social, com caraterísticas específicas, especialmente a partir dos anos 80 (Ventura et al., 2013). Em Portugal, a consciencialização sobre este fenómeno começou a ganhar destaque no início dos anos 90 (Ventura et al., 2013). A ausência de afeto e a instabilidade nas relações interpessoais, particularmente nas relações íntimas (Silva, 2014) e especialmente as relações que incluem violência, revelam psicopatologias das pessoas perpetradoras e exigem que sejam acionados meios de proteção institucionais e pessoais para as vítimas (Pereira, 2025). A investigação sobre a VRI, pode ser abordada por várias teorias. O presente estudo incide sobre os sintomas psicopatológicos e os estilos de vinculação na idade adulta, para compreender o modelo de relações íntimas. A ocorrência VRI, demonstra mal-estar nas relações e é necessário entender o que as partes envolvidas procuram nas relações afetivas e emocionais. Os objetivos da investigação foram comparar perpetradores e não perpetradores em relação a sintomas psicopatológicos, e a estilos de vinculação, a relação entre tipos de vinculação e sintomas psicopatológicos e por último averiguar como os estilos de vinculação e os sintomas psicopatológicos são preditores de VRI. Foram aplicados os instrumentos de avaliação psicológica - Escala de Vinculação do Adulto e o Inventário de Sintomas Psicopatológicos - a 341 participantes, que no total foram classificados, 255 (74.8%) como não perpetradores de VRI e 86 (25.2%) como perpetradores. Concluímos pela existência de estilos de vinculação, amedrontado e preocupado como preditores de comportamentos agressivos e de existência de sintomas psicopatológicos como obsessões/compulsões e ideação paranóide como preditoras de VRI.por
dc.description.abstractIntimate Violence (VRI), classified as "domestic violence" by Article 152 of the Portuguese Penal Code, encompasses physical or psychological abuse, corporal punishment, deprivation of liberty, and sexual assault against spouses, ex-spouses, and similar relationships, even without cohabitation. From the second half of the 20th century onward, scientific research identified VRI as a social problem with specific characteristics, especially from the 1980s onward (Ventura et al., 2013). In Portugal, awareness of this phenomenon began to gain prominence in the early 1990s (Ventura, Ferreira & Magalhães, 2013). The lack of affection and instability in interpersonal relationships, particularly in intimate relationships (Silva, 2014) and especially relationships that include violence, reveal psychopathologies of the perpetrators and require that institutional and personal means of protection be activated for the victims (Pereira, 2025). Research on VRI can be approached through several theories. This study focuses on psychopathological symptoms and attachment styles in adulthood to understand the model of intimate relationships. The occurrence of violence in intimate relationships demonstrates relationship distress, and it is necessary to understand what the parties involved seek in affective and emotional relationships. The objectives of the research were to compare perpetrators and non-perpetrators in relation to psychopathological symptoms and attachment styles, the relationship between attachment types and psychopathological symptoms, and finally to investigate how attachment styles and psychopathological symptoms are predictors of VRI. Psychological assessment instruments - the Adult Attachment Scale and the Psychopathological Symptom Inventory - were applied to 341 participants, of whom 255 (74.8%) were classified as non-perpetrators of VRI and 86 (25.2%) as perpetrators. We concluded that fearful and preoccupied attachment styles are predictors of aggressive behaviour and that psychopathological symptoms such as obsessions/compulsions and paranoid ideation are predictors of VRI.eng
dc.identifier.tid204088410
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/61025
dc.language.isopor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectViolência nas relações íntimas
dc.subjectVinculação
dc.subjectEstilos de vinculação na idade adulta
dc.subjectPsicopatologia
dc.subjectPerpetradores
dc.titleViolência nas relações íntimas, vinculação e psicopatologia : um estudo com perpetradores adultospor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado em Psicologia Forense e Criminal

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