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Processamento sensorial e alimentação em crianças dos 3 aos 7 anos com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA)

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Introdução: A alimentação é uma rotina diária que se apresenta como um grande desafio para muitos cuidadores e crianças, sendo cada vez mais frequente em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA). A maioria das crianças com PEA apresentam alterações no processamento sensorial que geram um impacto considerável em todas as áreas do desenvolvimento infantil, particularmente em atividades de vida diária (AVD´S). É necessário aprofundar o conhecimento das dificuldades de alimentação de base sensorial em crianças com PEA, de forma a contribuir para um enquadramento mais claro e completo das dificuldades alimentares na PEA. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre o processamento sensorial e as dificuldades de alimentação em crianças dos 3 aos 7 anos com PEA. Metodologia: Foi utilizado um método de investigação quantitativo, de carater descritivo, comparativo e correlacional. A amostra foi constituída por 67 crianças, 53 do sexo masculino e 12 do sexo feminino, entre os 3 e 7 anos de idade com diagnóstico ou suspeita clínica de PEA, de dois centros de desenvolvimento da região de Lisboa. Para a recolha de dados, utilizou-se um questionário sociodemográfico, o Pediatric Eating Assessment Tool (PediEAT) e o “Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos 11 meses”. Resultados: Foram observadas correlações significativas e diretas entre a maioria dos quadrantes e secções referentes ao processamento sensorial e as áreas referentes às dificuldades alimentares através da correlação de Spearman. As secções sensoriais “Oral”, “Tátil” e “Auditivo” do Perfil Sensorial 2 foram as que apresentaram uma percentagem mais elevada de crianças da amostra com processamento sensorial atípico. No PediEAT, as áreas que revelaram maior nível de preocupação por parte dos cuidadores foram a “Seletividade/Alimentação restrita”, seguida da “Comportamentos problemáticos na hora da refeição” e por último “Processamento oral”. A área “Processamento oral” foi a que apresentou mais correlações significativas com a maioria dos quadrantes e secções do “Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos e 11 meses”. Conclusão: As alterações no processamento sensorial, nomeadamente a nível tátil, auditivo e oral, com comportamentos de evitamento e sensibilidade sensorial, parecem traduzir-se em dificuldades alimentares tais como seletividade alimentar, comportamentos problemáticos à hora da refeição e alterações ao nível do processamento oral nas crianças com PEA.

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Integração sensorial Alimentação Processamento sensorial Autismo

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