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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo analisa os padrões de disponibilidade profissional dos enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS) português, com base em dados administrativos referentes ao ano de 2024, com incidência nas tipologias de ausência classificadas na categoria “Outras”. Adotou-se uma abordagem quantitativa, de natureza descritivo-analítica, assente em dados administrativos oficiais, que procurou identificar os padrões de associação entre as tipologias de ausência e a respetiva duração, bem como caracterizar os perfis de indisponibilidade profissional. Os resultados evidenciam que o absentismo se estrutura predominantemente em função da duração e da tipologia da ausência, o que permitiu identificar três perfis distintos de indisponibilidade profissional: (i) ausências curtas e ocasionais associadas a ajustamentos funcionais da organização do trabalho; (ii) ausências de curta duração relacionadas com participação cívica e atividades de serviço à comunidade; e (iii) ausências prolongadas associadas a processos de desenvolvimento pessoal e flexibilidade temporal. O estudo aborda um domínio ainda pouco explorado na literatura sobre a organização e gestão em saúde. Em termos práticos é relevante para o planeamento estratégico dos recursos humanos (RH) em saúde, ao sublinhar a necessidade de abordagens diferenciadas na gestão do absentismo. Do ponto de vista social, o absentismo é interpretado como um indicador indireto de disponibilidade profissional, com implicações para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados com o trabalho digno, a saúde e o bem-estar, bem como com a redução das desigualdades.
Descrição
Palavras-chave
disponibilidade profissional absentismo laboral enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde gestão de organizações de saúde dados administrativos sustentabilidade organizacional
